Brasil sugere cessar-fogo imediato na Ucrânia, e chanceler russo diz que precisam de ‘solução duradoura para o conflito’


Sergey Lavrov se reuniu nesta segunda-feira, 17, com Mauro Vieira, ministro das relações exteriores do Brasil, no Palácio do Itamaraty, e falou sobre a guerra no Leste Europeu

EFE/André Borges
Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, posa hoje ao lado de seu semelhante brasileiro, Mauro Vieira (d), durante uma rueda de imprensa no Palácio do Itamaraty em Brasília

Em encontro com o Sergey Lavrov, chanceler russo, Mauro Vieira, ministro das relações exteriores do Brasil, falou sobre a necessidade de um cessar-fogo imediato na Ucrânia, além de voltar a pauta a formação de um grupo de países amigos para tentar a mediação. Essa possibilidade, lançada em fevereiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é bem vista por Lavrov, contudo não foi discutida em profundidade pelo ministro russo nesta segunda-feira, 17, durante o encontro entre as autoridades em Brasília. Por outro lado, o ministro nas relações exteriores da Rússia, falou sobre a necessidade de uma solução duradoura para o conflito que se aproximada do 14º mês. “Precisamos resolver o conflito de forma duradoura, não de maneira imediata, mas os países da Otan e do Ocidente não cumpriram os compromissos assumidos no início deste século”, afirmou Lavrov no Palácio Itamaraty, em uma aparente referência aos acordos de Minsk, de 2014.  O russo agradeceu Vieira pela rejeição do Brasil às sanções comerciais aplicadas à Rússia por vários países após a invasão da Ucrânia e alegou que elas são resultados de uma “decisão ilegal”, pois não haviam sido aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A respeito dessas sanções, Vieira enfatizou a tradição da diplomacia brasileira de apoiá-las somente quando elas têm o apoio do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que, neste caso e na atual situação global, “elas tiveram um impacto em toda a economia global, que ainda não está se recuperando da pandemia” da covid-19. A visita ao Brasil é a primeira de uma agenda de compromissos de Lavrov na América Latina, que inclui reuniões em Venezuela, Cuba e Nicarágua, países que mantêm intensas relações econômicas e políticas com a Rússia. Após o encontro com Vieira, Lavrov se encontrará com Lula. Em frente ao Itamaraty, logo após a chegada de Lavrov, três mulheres protestavam contra a guerra na Ucrânia e a presença do ministro russo no Brasil. “Não aos acordos com a Rússia imperialista”, “Rússia fora da Ucrânia” e “Lavrov fora do Brasil”, diziam os cartazes que elas exibiam.

*Com informações da EFE





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Tribuna do Tocantins

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