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Brasileiras vítimas de troca de malas pretendem processar governo da Alemanha


Após ficarem 38 dias presas injustamente, elas devem esperar que o inquérito que investiga o ocorrido no país europeu termine para entrarem com uma ação contra as autoridades alemãs

Reprodução/Instagram/
lorenabaia

Kátyna Baía, de 44 anos, e Jeanne Paolini, de 40 anos, foram soltas no dia 11 de abril, 38 dias após chegaram serem presas injustamente em Frankfurt, na Alemanha

As brasileiras vítimas de um esquema de troca de malas e que ficaram presas por 38 dias na Alemanha, Kátyna Baía e Jeanne Paollini, afirmaram que pretendem processar a polícia e o governo alemão. De acordo com uma entrevista dada pelas vítimas à TV Bandeirantes, os advogados estão acionando os responsáveis no Brasil e, futuramente, uma representação legal será aberta na Alemanha. Elas devem esperar que o inquérito que investiga o ocorrido no país europeu termine para entrarem com uma ação contra as autoridades alemãs. Kátyna e Jeanne alegam que diversos problemas ocorreram na abordagem policial, como xenofobia, e relataram que, mesmo quando as provas de que as malas com drogas não pertenciam a elas foram apresentadas, a polícia agiu com truculência. As brasileiras foram presas no dia 5 de março deste ano e só foram libertadas no dia 11 de abril, após determinação do Ministério Público, que analisou vídeos enviados por autoridades brasileiras que comprovavam a inocência de Jeanne e Kátyna.

Nesta terça-feira, 18, ao menos 16 pessoas foram presas em operação da Polícia Federal contra uma organização criminosa responsável pelo envio de mais de 120 quilos de cocaína à Europa através do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Dois criminosos ainda estão foragidos. Dentre os presos, segundo a PF, estão os mandantes do crime que levou à prisão das brasileiras. Com a participação de funcionários do aeroporto, os criminosos trocavam etiquetas de malas de viajantes para despachar a droga ao continente europeu. No total, a Operação Efeito Colateral cumpre 45 mandados judiciais em Guarulhos e São Paulo, sendo 16 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e os demais de busca e apreensão.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini





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Tribuna do Tocantins

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