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Campanha de multivacinação alerta para a baixa cobertura vacinal entre crianças


Cerca de 20% dos jovens brasileiros não tomaram nenhuma dose das vacinas contra o tétano, coqueluche e difteria

Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
Cerca de 20% das crianças brasileiras não tomaram nenhuma dose das vacinas contra o tétano, coqueluche e difteria

Para combater os baixos índices de cobertura vacinal no país, foi lançada a campanha Vacina Brasil nesta quinta-feira, 24. A medida de multivacinação pretende conscientizar a população sobre a importância de se vacinar e sobre os riscos de doenças imunopreviníveis. Há mais de dois séculos que as vacinas reduzem o número de infecções, morbidade e mortalidade de várias doenças. Com os imunizantes, foi possível reduzir as internações e mortes por rotavírus, tétano e difteria, que apresenta hoje de 1 a 3 casos por ano reportados no Brasil apenas. Além disso, o tétano neonatal e o materno foram erradicados no país. Ainda assim, cerca de 20% das crianças brasileiras não tomaram nenhuma dose das vacinas contra o tétano, coqueluche e difteria. Em relação à vacinação contra a Covid-19, mesmo os Estados que tiveram adesão de mais de 80% na primeira dose, hoje não batem nem 30% de cobertura. É o caso de Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais. Só os Estados de São Paulo e do Piauí estão acima desta margem. No caso das vacinas bivalentes, as mais modernas contra a Covid-19, apenas 21% das pessoas acima de 18 anos tomaram a primeira dose em São Paulo, por exemplo.

Durante o evento, o médico infectologista Marco Aurélio Safade destacou que a imunização em crianças e idosos está abaixo do esperado: “As crianças têm sido alvo de muita desinformação. A Covid-19 é muito menos grave em crianças do que em adultos, isso em absoluto não significa que seja uma doença negligenciável do ponto de vista de risco de hospitalização, de Covid longa, de síndrome inflamatória, de sequelas, e inclusive de morte aqui no nosso país. Nossa cobertura vacinal em crianças ainda está muito baixa, em adolescentes ela foi boa (…) Hoje, o grupo de crianças que mais sofre com a Covid-19 são os bebês no primeiro e segundo ano de vida, que têm as taxas de hospitalização só inferiores à taxas de hospitalização dos muito idosos, dos acima de 80 anos”.









FONTE

Tribuna do Tocantins

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