Entidades sindicais apontam queda de 50% de vendas e a perda de 20 mil empregos na região em um ano; lojas amanheceram fechadas nesta quinta-feira, 10
Comerciantes e moradores da região da Santa Ifigênia realizaram uma manifestação no centro de São Paulo, nesta quinta-feira, 10, contra a permanência da Cracolândia na famosa via comercial. As lojas da tradicional rua da capital paulista amanheceram fechadas. Manifestantes caminharam até a Câmara Municipal de São Paulo carregando faixas como os dizeres: “Queremos trabalhar”, “Lute pelo seu trabalho seguro” e “Lute pela Santa Ifigênia”. A rua é considerada como o principal centro de comércio eletrônico da cidade. Em toda sua extensão, há centenas de lojas e pequenas galerias voltadas ao comércio de produtos eletrônicos como computadores, celulares, vídeo games, equipamentos de sons e luzes e instrumentos musicais. Sindicatos que representam a categoria aderiram á manifestação. O diretor do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e coordenador da União Geral dos Trabalhadores da capital (UGT), Josimar Andrade, relatou que os lojistas tiveram um prejuízo de 50% no faturamento. Além disso, a estimativa da entidade é de que a região central de São perdeu, aproximadamente, 20 mil empregos no último ano. “Os comerciantes relataram dificuldades para trabalhar por conta dessa insegurança. Estão pedindo socorro e para que o poder público exerça seu papel. Não podemos deixar que o medo vença e faça com que os clientes não comprem aqui. Percebemos que a cada dia que passa cresce mais a placa de aluga do que de contrata-se. O papel está invertido”, afirma.
De acordo com o diretor da entidade, os lojistas foram orientados a não abrirem os estabelecimentos, que ficaram fechado em torno de 3 horas. Os representantes da categoria cobram políticas públicas por parte da prefeitura, do Estado e até mesmo do Governo Federal. “Nossa luta é para rever essa questão. O objetivo é cobrar políticas públicas para solucionar o problema de forma rápida. Não dá para transferir responsabilidade”, cobrou Josimar. “Eu mesmo estive por lá. Os dependentes químicos disputam espaço na rua e na calçada, na Santa Ifigênia e nas transversais”, relatou. Na terça-feira, 15, representantes da categoria participarão de uma reunião na Câmara visando conseguir mais apoio de vereadores e criar um grupo de trabalho para desenvolver alternativas com o intuito de solucionar o problema. Na última sexta-feira, 4, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que pretende isentar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de imóveis situados na região da Cracolândia. Caso seja aprovado, o projeto o benefício ficará em vigor nos anos de 2024 e 2025. A proposta será encaminhada para a Câmara Municipal até o fim da próxima semana. Na visão de Josimar, a medida é a mais necessária e até obrigatória no momento. “Isso minimiza o prejuízo dos comerciantes”. Em contrapartida, o benefício ainda é pouco para o tamanho do problema enfrentado por moradores e trabalhadores da região. “Temos que ter uma solução. Sem clientes na Santa Ifigênia ou na região central as lojas continuarão fechando”, finalizou. A reportagem do site da Jovem Pan procurou a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual, mas até o momento não houve manifestação por nenhuma das partes. O espaço será atualizado assim que houver uma manifestação.
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