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Deputado propõe exame toxicológico em universidades estaduais na Bahia e gera polêmica


Projeto de Diego Castro prevê que os estudantes devem apresentar teste a cada semestre e que, em caso de reusltado positivo para substâncias proibidas, o aluno deverá ser desligado da instituição

Reprodução/Jovem Pan News
Medida gerou polêmica e divide opiniões entre alunos e professores

O governo da Bahia promete medidas duras no combate às drogas nas universidades do Estado. Uma das propostas é a implantação de examte toxicológico. A ideia foi apresentada pelo deputado estadual Diego Castro (PL) como projeto de lei e determina a exigência de exames toxicológicos para os estudantes de universidades estaduais como pré-requisito para matrículas ou permanência. O objetivo dos testes é identificar drogas como maconha, cocaína e anfetamina. “A intenção é a gente erradicar o grande problema que existe nas universidades públicas, e que muita gente quer jogar embaixo dos panos, que é a proliferação das drogas. Um mal que afeta famílias, está impactado na salubridade do ambiente estudantil”, afirma Diego. O texto do projeto prevê a necessidade do estudante de apresentar o exame a cada semestre. Em caso de resultado positivo para substância proibidas, o aluno deve ser desligado da unidade de ensino. As universidades deverão credenciar os laboratórios aptos a realizar os serviços, que, de acordo com a proposta, deverão ser custeados pelos estudantes.

A estudante Ana Albuquerque diz que deveriam ser aplicadas outras medidas, não concordando com a realização dos testes na maneira como foi proposta. “Acho que é um debate muito mais amplo do que apenas exigir o exame toxicológico. Tinham que ter outras medidas. Não acho que deva ser implementado, não. Da forma que foi proposta, pelo menos do que eu li, não concordo “, diz a jovem. Já o professor Ricardo Carvalho acredita que o projeto irá coibir o uso de drogas nas universidades. “Sou a favor de uma lei dessas, porque vai, pelo menos, coibir um pouco mais esse uso desenfreado de drogas. Além do mais, em uma universidade paga por nós, ele está ali para estudar, não para ter esse tipo de atitude. Então, acho que deve existir uma lei assim”, afirma. A psiquiatra Carla Bica analis ao uso de drogas no período em que o usuário entra na universidade. “As drogas afetam as relações ,aumentando a ideia de sociabilidade, de prazer e de sensações que não estamos conseguindo lidar. Só que quem mais se expõe à uma substância tem risco de ter problemas decorrente do uso das substâncias”.

*Com informações do repórter André Muzell





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Tribuna do Tocantins

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