Estudantes do curso de Enfermagem do Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica) realizaram, em parceria com a Prefeitura de Palmas, uma ação de saúde na Casa da Mulher Brasileira, oferecendo diversos atendimentos gratuitos. A ação, intitulada como ‘Mulher, Vida e Recomeço: um laço de cuidado’ foi realizada na tarde desta quarta-feira, 19, e contou com a participação de 30 universitários.
“Nós desenvolvemos essas atividades, chamadas de extensão, pois saímos da sala de aula e vamos ao encontro da comunidade. Durante esse semestre a gente se aproximou muito da Casa da Mulher Brasileira pois estamos trabalhando o tema da violência doméstica junto aos nossos alunos”, explicou a professora da Unicatólica, Marta Malheiros.
Os atendimentos ofertados foram de aferição de pressão arterial, testes rápidos para Infecção Sexualmente Transmissível ( IST), vacinação, auricoluterapia e orientações da saúde. Os universitários foram divididos em grupos e o núcleo formado por Queilia dos Santos, Raissa Barros, Laís Ferreira e Maria Fernanda Vieira ficou responsável pelos atendimentos de Auriculoterapia.
“Trouxemos essa técnica derivada da acupuntura que estimula pontos específicos na orelha para tratar problemas físicos e emocionais, pois as mulheres vítimas de violência também precisam desenvolver o autocuidado como uma forma de cura do corpo e da mente”, pontuou a estudante Queilia dos Santos.
Já a futura enfermeira, Laís Ferreira, destaca que durante a aplicação dos estimuladores elas conversam com as mulheres e reforçam a importância de se valorizar, de desenvolver a autoestima e se amar. “Aproveitamos para ouví-las e também para dizer que o melhor presente para elas é o empoderamento e o autocuidado. Elas precisam recomeçar e nesse processo o amor próprio e a saúde mental são muito importantes para vencer o ciclo de violência”, disse.
A superintendente da Casa da Mulher Brasileira de Palmas, Monik Carreiro Lima e Dorta, agradeceu a presença do grupo de estudantes e ressaltou a importância da parceria. “A presença dos alunos fortalece ainda mais o nosso trabalho, porque amplia o cuidado oferecido às mulheres que chegam até aqui em situação de vulnerabilidade. Cada gesto de acolhimento, cada atendimento e cada escuta fazem diferença na reconstrução da autonomia dessas mulheres. A atuação de vocês reafirma que a rede de proteção só se fortalece quando academia, poder público e sociedade civil caminham juntas”, destacou.
Texto: Eliene Campelo
Edição: Lorena Karlla Mascarenhas
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