Categories: Brasil

Frente Nacional pede que prefeitos sejam ouvidos em ação do STF sobre moradores de rua


Em São Paulo, Ricardo Nunes diz que prefeitura já cumpre medidas para proteger desabrigados e só remove barracas ‘em último caso’; STF formou maioria para proibir remoção forçada das ruas

Estadão Conteúdo
Moradores desabrigados no Largo do Paiçandu, no Centro de São Paulo

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) entrou com um pedido de “amicus curiae” no STF (Supremo Tribunal Federal) com o objetivo de contribuir com as decisões para a população em situação de rua. No domingo, 20, o STF formou maioria para proibir a remoção forçada de pessoas das ruas e o recolhimento de bens e pertences. O julgamento segue até esta segunda-feira, 21. O “amicus curiae”, também conhecido como “amigo da Corte”, é uma forma de intervenção legal em que a instituição – no caso, a FNP – pode participar de um debate judicial para ajudar a resolver um conflito. Ou seja: o “amigo da corte” funciona com uma entidade vindo de fora do processo para contribuir com mais informações. O objetivo dos prefeitos, portanto, é fornecer informações e argumentar sobre a decisão, que também estipula um prazo de 120 dias para a apresentação de ações – na esfera municipal, estadual e federal – em prol dos moradores em situação de rua.

No início do mês, a FNP foi até Brasília para discutir o assunto com o ministro Alexandre de Moraes. Depois da reunião, a decisão de entrar com o pedido de amicus curiae foi tomada. A justificativa é que as demandas e necessidades das cidades devem ser levadas em conta para que o plano de ação e monitoramento seja construído de forma federativa.

SÃO PAULO

Sobre a maioria formada pelo STF contra a remoção forçada, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que a capital paulista “já atende tudo o que está na decisão”. Segundo ele, a cidade oferece a ida para serviços de abrigo e acolhimento e “pede pelo desmonte das barracas durante o dia”. “Só em último caso é feita [a retirada das barracas] para garantir o direito das pessoas de usar os espaços públicos, e aí é fornecido um lacre para retirada no depósito”, disse. “Nossa política pública é de acolher e não deixar as pessoas nas ruas.”





FONTE

Tribuna do Tocantins

Share
Published by
Tribuna do Tocantins

Recent Posts

32 senadores tentam a reeleição neste ano — Senado Notícias

A campanha eleitoral começou oficialmente no domingo (16). No caso do Senado, a votação de…

5 horas ago

Palestra com conselheiro do CNJ abre IV Encontro de Ouvidorias Judiciais da Região Norte; inscrições seguem abertas

A palestra magna do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcello Terto e Silva,…

7 horas ago

Mandante e executor de feminicídio em Figueirópolis são condenados a mais de 75 anos de prisão

O Tribunal do Júri da Comarca de Gurupi condenou Genivaldo Mendes da Silva e Faustino…

8 horas ago

Inscrições para evento sobre violência de gênero e crimes cibernéticos encerram hoje (17/8)

As inscrições para o Ciclo de Diálogos – Lei Maria da Penha: Novos Desafios no…

9 horas ago

Comissão aprova projeto que exige café da manhã e almoço para trabalhadores da construção civil

Ana Pimentel: medida pode reduzir acidentes decorrentes de fadiga e má nutrição - Foto: Vinicius…

9 horas ago