Categories: Estado

Judiciário tocantinense moderniza regras para proteção de dados e segurança digital com a Instrução Normativa 17


Publicada no dia 15 de abril de 2026, a Instrução Normativa nº 17 estabelece a nova Política de Segurança da Informação e Cibernética (PSI) para o Judiciário tocantinense, uma medida que visa a blindar os sistemas judiciais contra ataques cibernéticos e garantir a continuidade dos serviços.

Assinada pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), a normativa revoga normas anteriores para atender às diretrizes de segurança nacional fixadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A nova política parte da premissa de que a segurança digital é responsabilidade de todos que atuam no órgão. Conforme o documento, o foco é a proteção de ativos de informação, definidos como o patrimônio composto por todos os dados e informações gerados, manipulados ou descartados nos processos envolvendo atividades do Poder Judiciário do Tocantins. Isso inclui documentos digitais e até a infraestrutura física do Data Center.

Um dos pontos centrais da nova Política de Segurança da Informação e Cibernética é a adoção do princípio de “Confiança Zero” (Zero Trust). Sob esse modelo, o Judiciário deixa de presumir que um acesso é seguro apenas por vir de um dispositivo dentro da rede interna do Tribunal. Todo usuário, seja magistrado, servidor ou estagiário, passa a ser verificado continuamente.

A PSI estabelece algumas obrigações principais, que são detalhadas ao longo da norma. A Autenticação Multifator (MFA) torna-se obrigatória, ou seja, deve-se usar mais de uma forma de identificação, como senha e código por aplicativo, para acessos remotos, sistemas críticos e uso de nuvem. Essa medida tem sido adotada em todos os sistemas, como eproc, e-mail e sistemas internos como egesp, SEI, entre outros.

Também fixa a concessão de privilégios mínimos, ou seja, usuários acessarão apenas o estritamente necessário para suas funções. A medida busca evitar que falhas em contas individuais exponham todo o sistema.

A responsabilidade com senhas também é detalhada na normativa, que trata as credenciais como pessoais e intransferíveis. É a chamada “identificação inalienável”. Cada usuário responde legalmente por qualquer ação realizada com sua identificação (senha).

Além disso, trata do monitoramento físico em áreas críticas, como o Data Center e as salas de telecomunicações. Esses locais terão acesso rigorosamente restrito e monitorado.

Proteção de dados, uso de nuvem e penalidades

Em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a normativa define que qualquer informação gerada e armazenada nos sistemas do Judiciário é patrimônio do Tribunal. Por outro lado, a norma reafirma que, embora o Judiciário tenha a custódia das informações, a titularidade dos dados pessoais pertence aos(às) cidadãos(ãs).

Para os serviços de nuvem oficiais contratados pelo Judiciário, a normativa exige que os dados sejam armazenados, preferencialmente, em território nacional, com criptografia de ponta e estratégias que permitam retirar as informações com segurança caso o contrato com o fornecedor seja encerrado.

A norma também estabelece regras de conduta física e digital, como a política de “mesa e tela limpas”, que exige que servidores bloqueiem seus computadores ao se ausentar e não deixem documentos sigilosos expostos.

O uso de redes Wi-Fi nas comarcas também foi segmentado entre a rede “Administrativa”, que é exclusiva para servidores autorizados, e a “Telejuris”, destinada aos visitantes e advogados com uso da conta Gov.br.

Além disso, a norma proíbe o uso de recursos de informática institucionais para fins pessoais ou para atividades que possam prejudicar a imagem da instituição.

O descumprimento das regras descritas na Instrução Normativa nº 17 poderá acarretar sanções administrativas, civis e penais aos usuários que as infringirem. Incidentes ou suspeitas de invasão devem ser reportados imediatamente à Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes (ETIR) do Tribunal para contenção de danos e investigação, conforme a normativa, que entrou em vigor na data de sua publicação.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Soldul bonus și soldul real: cum se folosesc fondurile unui bonus de cazino fără depunere

Într-un cont de cazino online, soldul bonus și soldul real pot apărea separat, chiar dacă…

6 horas ago

Was müssen Spieler aus Deutschland über IZZI Casino wissen?

Wer aus Deutschland bei izzi-casino-offiziell.de vorbeischaut, findet schnell einen der größten Vorteile: Das Willkommenspaket reicht…

19 horas ago

Live Casino im Gunsbet Casino mit Tischen von Play’n GO und NetEnt

Wer im gunsbet-casinoonline.de live gegen echte Dealer spielen will, findet Tische für Blackjack, Roulette und…

1 dia ago

Plenário celebra 80 anos da Secretaria-Geral da Mesa na próxima terça — Senado Notícias

Sessão especial nesta terça-feira (10) no Plenário celebrará os 80 anos da Secretaria-Geral da Mesa…

2 dias ago

Sebrae reúne educadores em Miracema para compartilhar experiências de sucesso na educação pública | ASN Tocantins

A troca de experiências entre municípios e a valorização de práticas que contribuem para a…

2 dias ago

Sebrae Tocantins e CAU/TO firmam parceria para fortalecer planejamento urbano e gestão pública empreendedora | ASN Tocantins

O Sebrae Tocantins e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Tocantins (CAU/TO) firmaram, nesta…

3 dias ago