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Macron sobrevive a duas moções e reforma da previdência é definitivamente aprovada


Presidente da França se apoiou no artigo 49.3 da Constituição e descartou votos dos deputados para o aumento da aposentadoria; medida não é aceita pela maior parte dos franceses

JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP
manifestante fala acima de uma faixa representando (da esquerda para a direita) a primeira-ministra francesa Elisabeth Borne, o presidente francês Emmanuel Macron e o ministro do Trabalho francês Olivier Dussopt lendo “Não à aposentadoria dos mortos, retirada do plano de Macron” durante uma manifestação um dia após o governo francês empurrou uma reforma das pensões através do parlamento sem votação

A reforma da Previdência impopular, promovida pelo presidente da França, Emmanuel Macron, foi finalmente aprovada nesta segunda-feira, 20, depois que as duas moções de censura apresentadas contra o governo foram rejeitadas pela ampla maioria dos deputados. A primeira moção, apresentada pelo grupo independente LIOT com o apoio da esquerda, obteve 278 votos dos 287 necessários. A segunda, desenvolvida pela extrema-direita de Marine Le Pen recebeu apenas 94 votos dos 287. Dessa forma, conforme a presidente da Assembleia Nacional (Câmara baixa), Yael Braun-Pivet, a reforma de Macron fica definitivamente aprovada com a conclusão desses trâmites, embora sua entrada em vigor tenha de aguardar pela resolução de recursos perante o Conselho Constitucional anunciados por vários grupos da oposição. “Estamos chegando ao fim do processo democrático dessa reforma essencial para o nosso país. É com humildade e seriedade que assumi minha responsabilidade e a de meu governo. Para o nosso sistema de pensões pré-pago. Pelo nosso modelo social”, escreveu a primeira-ministra Elisabeth Borne no Twitter , após a rejeição das duas moções de censura. Na quinta-feira, 16, o presidente francês se apoiou no artigo 49:3 da Constituição, que descarta o voto dos deputados, e aprovou a Reforma da Previdência que aumenta de 62 para 64 a idade de aposentadoria a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos (e não 42 como atualmente) para que o trabalhador tenha direito à pensão integral. Contudo, os deputados poderia apresentar moções contra o ato de Macron, mas para vetar a aprovação era necessário que elas fossem aceitas, o que não foi o caso. As moções apresentadas na quinta-feira e votada nesta segunda totalizaram a 16ª moção de censura contra o atual Executivo francês, nomeado há menos de um ano em uma Assembleia Nacional na qual não tem maioria absoluta, e a que mais apoios recebeu até o momento.

 





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Tribuna do Tocantins

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