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Mulher é assassinada em São Domingos (GO), a golpes de faca



Uma mulher foi barbaramente assassinada em São Domingos (GO), nordeste do estado, na madrugada desta segunda-feira (26).

A vítima é uma jovem de 27 anos, conhecida como Lunara.

O acusado foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

Segundo informação confirmada pela Polícia Civil de Goiás, o acusado preso é Davi Martinzão, conhecido como Peba, que tem apenas 19 anos idade.

Os dois moravam juntos numa residência da rua do Azulão, no bairro União.

De acordo uma parente, Lunara passou a morar com o algoz há algum tempo, após ser resgatada de uma casa de prostíbulo da cidade, conhecida como Casa Rosa.

“Ela o amava muito. Queria ter uma vida com ele.

Lunara morava na Casa Rosa, mas “amigou” com esse cara. A gente fazia alguns alertas, mas ela não nos ouvia.

Eles estavam brigando muito, tanto que ela ia embora para a cidade vizinha de Campos Belos (GO).

Levou até algumas coisas para lá. Só que aí eles voltaram e ele acabou fazendo essa barbaridade com ela”.

Testemunhas contam que durante uma briga dentro da residência do casal, o acusado partiu para cima da vítima e desferiu diversos golpes de faca, inclusive no pescoço.

Ela ainda tentou fugir da covardíssima agressão mortal, mas foi alcançada e novamente golpeada diversas vezes.

Lunara caiu no chão e morreu ali mesmo sem ao menos ter a chance de ser socorrida.

O acusado foi preso ainda nesta segunda-feira (26) e levado ao presídio, onde está à disposição da justiça.

Mais morte na Casa Rosa

O prostíbulo da Casa Rosa é muito conhecido em São Domingos (GO).

Com essa morte de Lunara, atinge-se o gravíssimo terceiro assassinato ocorrido no local, tendo como vítimas as meninas que lá trabalham.

Em 2017, “Yasmim” foi morta dentro do espaço, por homem que frequentava o prostíbulo.

No ano passado, em 2021, outra moça foi morta também dentro da Casa Rosa.

Isso prova o quanto o machismo impera, principalmente dentro dos prostíbulos, onde a mulher, tida como produto, é especialmente vulnerável.

Os homens não conseguem entender o papel exercido por elas e, invariavelmente, se apaixonam; as tem como posse e na primeira oportunidade as assassinam.

Não respeitam suas profissões, não respeitam seus corpos, não respeitam suas dignidades e não respeitam suas vidas. Uma tragédia.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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