Categories: Brasil

Operação vai expulsar invasores que não saírem de terras indígenas no Pará


Ministra dos Povos Originários disse querer evitar violência, mas reforçou que forças de segurança irão agir caso invasores não deixem o local de forma voluntária

Reprodução/ Jovem Pan News
Operação para retirada de invasores começa nesta quarta-feira, 3

O processo de expulsão de invasores da terra indígena do alto do rio Guamá, área de 280 mil hectares no Estado do Pará, começa nesta quarta-feira, 3. De acordo com integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no local, vivem atualmente, 2.500 indígenas e 1.600 pessoas que não deveriam estar nas terras, sendo que algumas delas estão no local para extração ilegal de madeira e tráfico de drogas. De acordo com a secretaria-geral da Presidência, as famílias não indígenas que viviam no local antes da demarcação, em 1993, foram identificadas e, algumas indenizadas. “Nesses primeiros 30 dias, eles poderão retirar bens, equipamentos e até bois que estiverem na região. Eles poderão recolher todo esse material. Além disso, será dado um apoio para quem precisar de um caminhão de mudança para recolher seus pertences”, diz a secretaria executiva Maria Fernanda Coelho. A ação ocorre a pedido do Ministério Público Federal (MPF) do Estado para cumprir uma decisão da Justiça de 2014.

A Operação prevê a retirada voluntária dos invasores até 31 de maio. Depois disso, eles devem ser expulsos à força, de acordo com a ministra dos Povos Originários, Sônia Guajajara. “Nós estamos trabalhando para que, de fato, possa ser uma saída pacífica e tranquila, porque o conflito não interessa a ninguém. A gente não quer que haja violência ou que essa ação promova mais violência no território. Aqueles que resistirem e não saírem de forma voluntária, as forças de segurança vão atuar para que todos sejam retirados”, afirmou a ministra. A Agência Brasileira de Inteligência do Governo Federal (Abin) também participa da operação, que estão previstas ações de retirada pacífica dos invasores e posseiros, repressão a ilícitos ambientais, erradicação de áreas de cultivo de drogas, destruição e inutilização de instalações irregulares em terras indígenas e o monitoramento posterior a fim de evitar o retorno de invasores.

*Com informações do repórter David de Tarso





FONTE

Tribuna do Tocantins

Share
Published by
Tribuna do Tocantins

Recent Posts

TJTO amplia acessibilidade e passa a disponibilizar recurso de legendas nas sessões do Tribunal Pleno

O Tribunal de Justiça do Tocantins deu mais um passo importante na construção de um…

9 horas ago

Centro socioeducativo de Palmas recebe projeto nacional do CNJ voltado à leitura nesta sexta-feira (6/2)

O Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Palmas passa a integrar, a partir desta sexta-feira…

10 horas ago

Projeto de lei cria programa para universalizar banda larga na Amazônia – Notícias

05/02/2026 - 17:16   Raphael Alves/Amazônia Real Projeto quer levar internet para comunidades tradicionais O…

10 horas ago

Comarca de Paranã suspende prazos processuais em razão de falta de energia elétrica

A Diretoria do Foro da Comarca de Paranã, no Sudeste do Tocantins, suspendeu os prazos…

12 horas ago

Abertura do ano legislativo em Palmas reforça diálogo e construção conjunta entre os poderes – Câmara de Palmas

A abertura do ano legislativo em Palmas foi realizada nesta quinta-feira, 5, no plenário da…

12 horas ago