A proposta de emenda à Constituição que inclui as polícias científicas entre os órgãos de segurança pública passou pela segunda sessão de discussão no Plenário do Senado nesta quarta-feira (9). A PEC 76/2019 foi apresentada há seis anos pelo então senador Antonio Anastasia (MG), atual conselheiro do TCU.
Para a relatora da matéria, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), a garantia constitucional prevista nesta PEC vai reforçar a autonomia das polícias científicas, que cuidam das perícias nas investigações criminais. Ela destaca que em vários estados as polícias científicas já estão separadas da polícia civil.
Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão em Plenário antes da votação em primeiro turno. Depois, são necessárias mais três sessões de discussão antes da votação em segundo turno.
A PEC 76/2019 recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no ano passado.
O texto inclui na Constituição Federal as polícias científicas entre os órgãos de segurança pública. Com o projeto, essas instituições passarão a ter uma direção própria e regras criadas por leis estaduais ou distritais. O projeto também unifica a nomenclatura adotada para os órgãos de perícia criminal no Brasil. Ao longo dos anos, conforme foram se desvinculando das polícias civis, eles receberam nomes diferentes em cada estado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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