Categories: Estado

Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


O Ministério Público do Tocantins (MPTO) firmou nesta quinta, 6, e sexta-feira, 7, acordos para garantir a regularidade ambiental das atividades de duas propriedades rurais do Estado. 

Na audiência de quinta, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ficou estabelecido que o proprietário deverá encaminhar, em 90 dias, cópias das licenças, outorgas ou requerimentos dirigidos ao órgão ambiental, com a finalidade de efetivar a regularização ambiental da área, que fica no município de Pium.

No mesmo período, o fazendeiro deve apresentar ao Ministério Público projeto de restauração da Área de Reserva Legal (ARL), descrevendo como será a regeneração da área suprimida, quais espécies serão plantadas e qual empresa executará os serviços. O responsável pela propriedade terá até cinco anos para recompor as áreas desmatadas irregularmente.

O proprietário não poderá, também, explorar comercialmente a área degradada.

Na audiência desta sexta, o proprietário se comprometeu a recuperar uma área equivalente a 700 campos de futebol, em uma fazenda em Caseara, na região do Parque do Cantão, e dar início as demais tratativas até a assinatura definitiva do ajustamento de conduta (TAC).

“Infelizmente, a supressão e o desmatamento do Cerrado parecem estar em uma tendência de alta. Essa prática compromete áreas ambientalmente protegidas e o futuro dos nossos rios e de bacias hidrográficas importantes, como a do Rio Araguaia e Rio Tocantins, afetando de forma direta ecossistemas do Jalapão e o Cantão”, afirmou o promotor de Justiça Francisco José Pinheiro Brandes Júnior, coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), do MPTO.

O pecuarista Paulo Antônio Lopes, proprietário da área em Pium, destacou a importância de evitar atritos entre produtores e órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público. “É muito importante estabelecer um diálogo transparente e construtivo entre as partes. Somente assim é possível aliar os interesses dos produtores e seguir as exigências legais e ambientais. O TAC é uma oportunidade de garantir a sustentabilidade, conciliando desenvolvimento econômico com a preservação ambiental”, disse Paulo Lopes. (Texto: João Pedrini/MPTO)





FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Juiz do Tocantins tem enunciado aprovado no 2º Congresso da Primeira Instância do STJ; dois magistrados do TJTO coordenam mesas

O 2º Congresso do STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, realizado entre os dias…

46 minutos ago

Senado garante licença remunerada para pós de professores da educação básica — Senado Notícias

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) projeto de lei que garante aos professores da educação…

1 hora ago

TJTO realiza Encontro e Seminário de Gestão Socioambiental nesta sexta-feira (19/6)

Magistrados(as), servidores(as), estudantes e a comunidade terão uma oportunidade de refletir sobre sustentabilidade, conhecer boas…

3 horas ago

Presidente do Comitê do Prêmio CNJ de Qualidade do TJTO reúne gestores(as) dos quatro eixos temáticos para alinhar monitoramento das ações

Em continuidade às ações voltadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026-2027, o Tribunal de Justiça…

4 horas ago

Tribunal de Justiça publica plantão da 2ª Instância para o período de 19/6 a 26/6

Portaria Nº 1899 de 12 de junho de 2026  Dispõe sobre a escala de…

5 horas ago

Projeto “Mães que Transformam” mobiliza apoio para ampliar ações de inclusão e geração de renda | ASN Tocantins

A cultura, o artesanato e o fortalecimento da autonomia feminina são os pilares do projeto…

5 horas ago