Acontece nesta quinta-feira, 6, em Araguaína, o júri do policial militar Sanyo Oliveira Silva, que em janeiro de 2017 causou a morte do casal Lucas Alberto Rocha, 25, e Brenda Mariana, 23. Segundo as investigações, o réu dirigia em alta velocidade e estava embriagado.
O fato ocorreu no bairro Fátima, por volta das 20h. Após ingerir várias cervejas em um bar, o acusado, acompanhado de um amigo, saiu “para dar umas voltas”, provocando a batida por estar “com capacidade psicomotora alterada em razão do álcool”.
Segundo a perícia, o PM conduzia o veículo a mais de 110 km/h, em via que a velocidade máxima permitida era de 30 km/h.
O MPTO argumenta que, de acordo com o laudo, se o condutor estivesse trafegando dentro do limite de velocidade máxima permitida, ele teria tempo e espaço suficientes para evitar a colisão com a moto, onde o casal estava.
Além de ser acusado por duplo homicídio, ele pode ter a pena aumentada por ter colocado em risco a vida de um maior número de pessoas (perigo comum – previsto no art. 121, § 2o, inciso III, do Código Penal).
O PM pode responder também por outros crimes como lesão corporal grave (causada em um amigo que o acompanhava) e embriaguez ao volante.
Ele pode ser penalizado ainda por disparo de arma e ameaça. Segundo o Ministério Público, o PM desferiu tiros para o alto e ameaçou pessoas que tentavam registrar a ocorrência com celulares.
O julgamento está marcado para ocorrer a partir das 8h, no Fórum de Araguaína. (Texto: João Pedrini/MPTO)
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