A presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, é a convidada da semana do Vai de Boa Podcast. Apresentado pelos jornalistas Marcel de Paula e Renato Klein, o programa foi ao ar nesta quinta-feira (15/1), às 19h30, pelo canal do YouTube.
Ao longo de 1h30 de duração da entrevista, a desembargadora relembra sua trajetória desde o ingresso no primeiro concurso da magistratura, em 1989, quando assumiu a comarca de Cristalândia; sua passagem por Araguatins, no Bico do Papagaio; e, depois, por Gurupi, comarca de terceira entrância.
Na entrevista, a magistrada destaca os desafios do início do Estado e ressalta as mudanças após mais de três décadas da emancipação do Tocantins.
“Foi uma época muito difícil para a gente, que trabalhava com muita deficiência: de servidores, estrutura, deficiência de tudo. Nem telefone a gente tinha. A gente usava o telefone da prefeitura que estava instalado no fórum”, relembrou, ao contrapor a situação com os dias atuais.
A desembargadora Maysa também traz à memória histórias de julgamentos marcantes em sua atuação na área criminal, com a realização de inúmeros Tribunais do Júri, que presidiu enquanto estava no interior.
Evolução
Entre as inúmeras transformações do Judiciário, Maysa Vendramini Rosal destaca a capacitação de servidores e magistrados, com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense; a aquisição de equipamentos de informática sempre atualizados; os sistemas eletrônicos, para uso judicial e administrativo; além da chegada da inteligência artificial; e a reestruturação física e tecnológica dos fóruns do interior.
Tribunal Pleno
Outro ponto destacado pela desembargadora é a ampliação de 12 para 20 desembargadores, o que resultou na especialização das câmaras de julgamento, duas cíveis, uma criminal e uma de direito público, que “vai tratar da saúde, das demandas por medicamentos, de internação hospitalar de forma especializada”.
A desembargadora também comenta os preparativos dos novos gabinetes, na parte física e pessoal, para a abertura do ano judiciário, em sessão marcada para 2 de fevereiro, dando início ao trabalho da corte ampliada. “Eu acredito que vai ter efeito imediato. Com essa especialização das câmaras e a chegada dos novos magistrados, que irão para comarcas do interior, eu penso que o Judiciário vai avançar bastante.”
“A tendência é desafogar os processos com o aumento de membros e o uso da inteligência artificial, que vai ajudar muito ao agilizar as demandas repetitivas”, completa.
Presidência
Com a experiência de quem conhece de perto a realidade do Judiciário tocantinense, a presidente relembra no programa sua passagem pela Corregedoria-Geral da Justiça, função em que pôde conhecer a realidade dos(as) juízes(as) e das comarcas do interior.
“Conhecer a realidade das comarcas trouxe para mim a segurança de assumir a gestão do Tribunal de Justiça”, destaca.
Legado
Ao ser perguntada sobre o legado que gostaria de deixar no Judiciário, a presidente ressaltou a entrega de um trabalho sério e íntegro à população.
“A gente tem que fazer um trabalho sério, um trabalho muito pensado, muito bem feito, para evitar problemas, e porque a gente está lá para cumprir nossa missão, que é prestar um serviço bom para a sociedade.”
Acesse abaixo a íntegra da entrevista.