Categories: Política

Profissão de sanitarista e marco dos jogos estão na pauta do Plenário — Senado Notícias


O projeto que regulamenta a profissão de sanitarista (PL 1821/2021) e o o marco legal dos jogos eletrônicos (2796/2021) são alguns dos destaques do Plenário do Senado na tarde desta terça-feira (26).

A regulamentação da profissão de sanitarista foi uma iniciativa do deputado licenciado Alexandre Padilha (PT-SP), hoje ministro das Relações Institucionais, e já passou na Câmara dos Deputados. sanitarista é o profissional responsável por planejar e coordenar atividades de saúde coletiva nas esferas pública ou privada. Esses profissionais também monitoram notificações de risco sanitário e atuam em ações de vigilância em saúde.

Pelo PL 1821/2021, podem atuar como sanitaristas os profissionais formados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado na área de Saúde Coletiva. Graduados na residência médica em Saúde Coletiva e portadores de certificado de especialização na mesma área também podem exercer a profissão. Os formados no exterior deverão validar o diploma no Brasil para poderem trabalhar. Quem não possuir formação acadêmica poderá atuar como sanitarista desde que comprove nível superior e que já trabalhe na área há 5 anos. Para exercer a atividade será preciso registro prévio em órgão do SUS.

Quando foi aprovada recentemente na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a relatora, Ana Paula Lobato (PSB-MA), disse que os sanitaristas são profissionais cada vez mais necessários para uma boa prestação de saúde à população. E que ganharam ainda mais relevância a partir da explosão da pandemia de covid-19, e nas políticas subsequentes à vacinação da população.

— Os sanitaristas são fundamentais para a melhoria dos indicadores de saúde. O aporte crescente de recursos no tratamento dos doentes e a manutenção dos hospitais, por si só, não resolvem se os cidadãos se encontram em situações de insalubridade. O melhor tratamento de saúde é a prevenção. E os sanitaristas cuidam do entorno do ser humano, orientam as pessoas para que evitem agentes transmissores de doenças — disse.

Jogos eletrônicos

Já o marco legal dos jogos eletrônicos permanece na pauta, após a votação ter sido adiada na quinta-feira (21). Na quinta, vários senadores pediram que o projeto seja debatido de forma mais profunda. Isso porque na manhã da quinta-feira houve uma audiência pública no Plenário e os debatedores divergiram sobre a inclusão dos “fantasy games” no marco legal. Os jogos de fantasia, também conhecidos como e-sports, são definidos como aqueles disputados em ambiente virtual a partir do desempenho de atletas em eventos esportivos reais.

No geral, o projeto inclui os jogos eletrônicos nas mesmas regras de tributação dos equipamentos de informática, o que pode reduzir os impostos incidentes sobre eles.

O senador Flávio Arns (PSB-PR) chegou a apresentar um requerimento para que o PL 2796/2021 seja analisado antes na Comissão de Educação (CE). Ele disse que muitas entidades educacionais tem indicado que o projeto não atende às necessidades da área. Outra que apoia o envio à CE é Zenaide Maia (PSD-RN), acrescentando que essa comissão teria um “olhar diferenciado” sobre o tema.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também apoiou o envio à CE, e acrescentou que o marco dos jogos tratam, entre outros temas, da isenção tributária ao setor. Ele lembrou ainda que a PEC da Reforma Tributária (PEC 45/2019) já está com o debate avançado no Senado.

O texto também determina que o Estado deve incentivar a criação de cursos técnicos e superiores e outras formas de capacitação voltadas à programação de jogos.

Sistemas de alimentação escolar

Também pode ser aprovado o PLC 90/2018, que reforça, inclusive financeiramente e em termos de infraestrutura, a atuação por todo o país dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAEs) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Já aprovado na Câmara, o PLC 90/2018 poderá seguir para sanção caso ganhe o crivo do Senado.

Da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), a proposta acrescenta entre as atribuições de estados e municípios relativas à alimentação escolar, a obrigação de fornecer, além de instalações físicas e recursos humanos, recursos financeiros para que os CAEs funcionem de forma plena.

Estados e municípios também terão que, no âmbito das respectivas áreas, complementar por lei local as normas referentes à execução do PNAE, tratando de objetivos, beneficiários, formas de gestão, ações de educação e segurança nutricional, além de processos de execução e controle do dinheiro repassado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O projeto explicita que o FNDE poderá suspender os repasses dos recursos do PNAE caso algum estado ou município não institua, após 3 anos, a lei local relativa à execução. Quando o PLC 90/2018 passou na CE, Dorinha Seabra detalhou que a proposta nasceu a partir de demandas das Secretarias Estaduais de Educação. Ela ainda abordou a relevância da alimentação escolar para milhões de estudantes, não apenas em termos quantitativos, mas também qualitativos.

— É na escola que em muitos casos a melhor refeição pode ser tomada pelas crianças e adolescentes. Porque tem um mapa nutricional e todo um cuidado em relação à qualidade da alimentação.

A relatora na CE foi Damares Alves (Republicanos-DF), para quem é inegável a relevância do PNAE para contribuir com o crescimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis nos alunos.

— Para se ter uma ideia do alcance do PNAE, vale lembrar que em 2022 foram repassados mais de R$ 3,5 bilhões para atender a 37 milhões de estudantes na Educação Básica das redes estaduais e municipais, em mais de 144 mil escolas.

A senadora acrescentou que auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) tem apontado que a precariedade é “a marca mais evidente” no funcionamento atual dos CAEs.

— Além da precariedade, faltam regulamentação, apoio financeiro e capacitação dos conselheiros, aspectos que são supridos no PLC 90/2018 — finalizou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Presidente do Tribunal de Justiça vistoria obras de reforma e ampliação do fórum de Palmas e autoriza troca de elevadores

A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), desembargadora Maysa Rosal, vistoriou…

6 horas ago

Judiciário do Tocantins veste verde em mobilização pelo meio ambiente

O verde tomou conta do Poder Judiciário do Tocantins (TJTO) nesta quarta-feira (10/6). Magistrados(as), servidores(as),…

7 horas ago

Comissão de Gestão de Políticas de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do TJTO realiza a primeira reunião do ano

Integrantes da Comissão de Gestão de Políticas de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade (CGPEG)…

8 horas ago

TJTO participa da audiência pública para debater metas do Judiciário para 2027

Os Tribunais de Justiça do país se reuniram por videoconferência nesta terça-feira (9/6) para debater…

9 horas ago

Servidores(as) do Judiciário tocantinense apresentam soluções exitosas com uso de IA durante encontro nacional

Cases de sucesso com uso de IA desenvolvidos por servidores(as) do Poder Judiciário do Tocantins…

10 horas ago

Socioeducandos transformam recepção do Case de Palmas em espaço de esperança

A recepção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Palmas ganhou novas cores e significados.…

11 horas ago