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Setembro Azul promove debate sobre acessibilidade da comunidade surda e combate ao capacitismo


A Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) realizou, nesta segunda-feira (29/9), a roda de conversa “Acessibilidade, inclusão da comunidade surda e combate ao capacitismo”, no auditório da Instituição. A atividade integrou a programação do Setembro Azul e foi conduzida pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) e pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação no 2º Grau (CASSEDIO2G).

A abertura foi feita pela desembargadora Ângela Issa Haonat, presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI) e da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação no 2º Grau (CASSEDIO2G), que reforçou o sentido do mês para a pauta de direitos humanos e inclusão.

“Setembro Azul é um marco para a comunidade surda e para todas e todos que defendem direitos humanos, acessibilidade e respeito às diferenças. A participação plena das pessoas surdas não é concessão, é direito humano inalienável”, afirmou. 

Em sua fala, a desembargadora realçou dados sobre a realidade brasileira e a necessidade de políticas públicas efetivas: “O Brasil tem mais de 10 milhões de pessoas com algum grau de deficiência auditiva, sendo 2,7 milhões com surdez severa ou profunda, e ainda enfrentamos barreiras estruturais e comunicacionais. Seguiremos avançando em formações, tecnologias assertivas, adequações físicas e mudanças culturais, porque inclusão verdadeira ocorre quando cada pessoa pode ser protagonista de sua história, em sua própria língua”, afirmou. 

Na roda de conversa, participaram como debatedores Luan Crispim, Bruno Gonçalves Carneiro, Jefferson Brandão Feitosa, Agnaldo Quintino e Gabriela Otaviani Barbosa. O evento também contou com a presença do juiz de Direito Wellington Magalhães diretor adjunto da Esmat, que representou a Presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maysa Vendramini Rosal; da juíza Flávia Afini Bovo, diretora do Fórum de Palmas e presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual no âmbito do 1º Grau do PJTO; de Patricia Idehara, secretária Executiva da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário e da secretária Executiva da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação no 2º Grau (CASSEDIO2G), Maria Clara Rezende Duarte Queiroz, além de autoridades municipais e estaduais de pastas ligadas à temática.

O presidente da Associação de Surdos de Palmas, Jefferson Brandão Feitosa, destacou o papel da organização para ampliar a representatividade e a circulação de informações.

“A associação existe para dar visibilidade às nossas pautas e mostrar às crianças surdas que está tudo bem: pertencemos a todos os espaços da sociedade. Convidamos a comunidade ouvinte a nos visitar, ouvir nossas demandas e construir acessibilidade nos serviços, até mesmo na saúde”, afirmou.

Ele também reforçou o sentido histórico do Setembro Azul e o enfrentamento ao preconceito: “Ainda há muito preconceito; não nos falta capacidade, faltam oportunidades e acessibilidade. Nossa bandeira simboliza a diversidade da comunidade surda e lembra que a educação inclusiva é um desafio mundial”, lembrou. 

Sobre o Evento

A atividade reforçou a convergência entre Judiciário, academia e sociedade civil para difundir práticas inclusivas, combater o capacitismo e ampliar o respeito a Libras no atendimento público. A Esmat registrou que a proposta esteve alinhada às diretrizes do CNJ e às políticas institucionais do TJTO, promovendo sensibilização e capacitação de magistrados(as) e servidores(as) em acessibilidade e inclusão.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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