Segundo a corporação, a arma era da sogra da vítima, que foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma; pai de Hyara contesta investigação
A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre a morte da menina cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, encontrada sem vida no fim do mês passado, em Guaratinga (BA). De acordo com as investigações, o disparo que matou a menina foi acidental e disparado pelo cunhado da adolescente, de 9 anos. O incidente teria ocorrido quando os dois brincavam com a arma no quarto onde ela morava com o marido dela, também de 14 anos. Segundo a polícia, foram analisados laudos periciais e oitivas de 16 pessoas — entre elas, duas crianças que prestaram depoimento especial com a presença de promotor de Justiça da Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia. Imagens de câmera de vigilância do local onde a vítima foi encontrada sem vida também foram analisadas, além de documentos e mensagens de celular e de redes sociais, além de apurações em campo. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário nesta quinta-feira, 10.
Ainda segundo a corporação, a arma utilizada era da sogra da vítima. A mulher foi indiciada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e porte ilegal de arma. O tio da vítima foi indiciado por um disparo de arma de fogo contra a casa onde o casal vivia. O adolescente, ex-companheiro da vítima, foi ouvido por meio de videoconferência pela juíza da comarca de Guaratinga. A sua permanência na internação socioeducativa ficará a cargo do Ministério Público e do Poder Judiciário. Os nomes das partes não foram revelados, por isso a reportagem não conseguiu localizar a defesa dos indiciados. A família contesta a versão e afirma que a garota foi assassinada por vingança, devido a uma relação extraconjugal entre a mãe do garoto e um tio da cigana.
Logo após a divulgação do inquérito, o pai de Hyara, Hyago Alves, criticou a condução da investigação pelas redes sociais. “Estou aqui indignado e revoltado. Mas eu já esperava essa atitude do delegado nesse inquérito policial. Desde o início eu venho batendo nessa tecla. Ouviram três pessoas manipuladas, que tiveram tempo suficiente para manipular porque estavam soltos o tempo todo, foragidos da polícia e que correram sem prestar socorro para a minha filha. Ouvir três pessoas manipuladas e afirmar que foi uma criança de 9 anos que matou minha filha? O que a perícia não indicou ainda”, disse Hyago.
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