Continuar semeando, colher os frutos e perseverar na construção de uma sociedade em que o número zero seja o único aceitável para a violência contra a mulher. Esta foi a mensagem deixada pela secretária da Mulher de Palmas, Solange Duailibe, durante a solenidade de encerramento da campanha Agosto Lilás pelo fim da violência contra a mulher, realizada na tarde desta sexta-feira, 29, na Casa da Mulher Brasileira (CMB). O equipamento, gerido pela Prefeitura de Palmas, é inédito no Tocantins na oferta interdisciplinar de acolhimento e suporte integral às mulheres que enfrentam situações de violência.
O evento proporcionou uma visita guiada às dependências da CMB com a participação da Patrulha Mulher Segura, coordenada pela inspetora da Guarda Metropolitana de Palmas Letícia Bordin, além de alunos do Projeto Universidade da Maturidade (UMA), da Universidade Federal do Tocantins (UFT), acompanhados pela professora Luciana Pegoraro Penteado Gandara, autoridades municipais e comunidade.
A secretária da Mulher, Solange Duailibe ressaltou que a erradicação da violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade. “Essa é uma causa de todos, homens e mulheres. A CMB é um espaço de acolhimento onde o trabalho nunca para, justamente para garantir que a mulher, quando precisar, saiba que tem a onde recorrer”, afirmou Duailibe. Ela também expressou a importância de contar com a participação dos alunos da UMA no encerramento do Agosto Lilás, destacando que essas pessoas, com suas histórias de vida, têm muito a contribuir para a conscientização e reflexão coletiva.
A superintendente da Casa, Monik Dorta, também enalteceu o trabalho intenso realizado pela instituição e destacou que, na maioria dos casos, as mulheres que chegam até a CMB passaram por algum tipo de violência, muitas vezes sem nem perceber.
História Real
Entre os alunos da Universidade da Maturidade estava dona Margarida Célia de Sousa Corrêa e seu esposo, Gilberto Santos Silva, um casal cuja felicidade e carinho mútuo eram evidentes nas brincadeiras e no olhar afetuoso. Dona Margarida compartilhou uma experiência pessoal de violência no passado, quando seu antigo companheiro tentou agredi-la e contou que, ao perceber a situação, não permitiu que o ciclo de violência começasse e, com muita coragem, criou suas quatro filhas sozinha. “Não permiti que ele me agredisse e fui criar minhas quatro filhas sozinha. A mais velha tinha sete anos, e a mais nova, dois. Mas venci e hoje todas estão adultas, formadas e seguras”, relatou, emocionada. Ela também contou que, após o episódio, se reencontrou com seu primeiro namorado, Gilberto, com quem retomou o relacionamento e hoje vive feliz. “Estamos juntos e felizes desde então”, finalizou.
A solenidade contou ainda com apresentação da Banda da Escola de Música da Guarda Metropolitana de Palmas, sob regência do maestro inspetor Rênison Oliveira. A banda executou diversas músicas com letras que exaltavam a figura feminina.
Texto: Georgethe Pinheiro
Edição: Juliana Matos
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