Categories: Estado

1ª Câmara Criminal confirma decisão de Colegiado de Juízes que impôs medidas cautelares a policiais supostamente envolvidos com organização criminosa


Em julgamento, na última terça-feira (19/9), a 5ª Turma da 1ª da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) ratificou a decisão do Colegiado de Juízes da 1ª Vara Criminal de Palmas e, entre outras medidas, a revogação das prisões preventivas decretadas, que foram substituídas por sete medidas cautelares a serem cumpridas pelos sete agentes civis acusados de envolvimento com grupo de extermínio.

Como medidas, a Justiça expediu a suspensão do exercício da função pública e, consequentemente, afastamento dos réus de suas atividades como agentes públicos; proibição de aproximação das testemunhas e dos familiares das vítimas, fixando o limite mínimo de distância em 500 (quinhentos) metros entre estes e os réus; proibição de qualquer tipo de contato entre os acusados, com as testemunhas e/ou com os familiares das vítimas; proibição de frequentar quaisquer unidades da Polícia Civil e/ou da Polícia Federal; proibição de ausentar-se da Comarca em que residem por prazo superior a 30 dias, sem prévia autorização judicial; suspensão da posse e restrição do porte de arma de fogo; proibição de se ausentarem do país e, consequentemente, entrega em juízo, no prazo de 48, dos passaportes; comprovação, no prazo de cinco dias, dos endereços onde irão residir e mantê-los atualizados no processo; e atendimento a todos os chamados da Justiça.

“Nesse contexto, imperioso reconhecer a existência de fatos novos a demonstrar que as prisões preventivas anteriormente decretadas não se mostram mais necessárias, sendo suficiente para salvaguardar a ordem pública e preservar a higidez de possível instrução de eventual segunda fase do processo a imposição de medidas cautelares diversas da prisão” frisou o relator do Colegiado da 1ª Vara Criminal de Palmas, ao revogar as prisões preventivas decretadas contra os acusados e fixar as medidas cautelares, ressaltando que o descumprimento de qualquer uma das condições relacionadas poderá ensejar a decretação da prisão preventiva. 

Réu fazendo diligências

O relator do Colegiado lembrou em seu voto que a delegada Luciana Coelho Midlej disse que era comum o réu Antônio Martins Pereira Júnior se oferecer para fazer diligências em conjunto com a Divisão de Homicídios, sobretudo para prender os investigados e não para investigar os crimes, o que teria ocorrido forma genérica e não direcionada ao duplo homicídio de Geovane Silva Costa e Pedro Henrique Santos de Souza. 

Disse ainda que não falou ao agente Jeferson que os acusados Giomari dos Santos Júnior e Antônio Martins Pereira Júnior teriam incomodado ou ameaçado a delegada para buscar informações a respeito dos homicídios investigados. 

E ainda que não teria sido procurada por nenhum dos agentes para tratar do inquérito inicial, não sentindo medo ou receio de que os réus possam lhe fazer algum mal.
Relatou, também, que estava saindo da Delegacia Especializada de Assuntos Internos (DAÍ), quando encontrou Giomari dos Santos Júnior e Antônio Mendes Dias, os quais lhe perguntaram sobre o inquérito e também sobre outros assuntos. Por fim, afirmou que nunca foi ameaçado por qualquer um dos réus. 

Ordens de prisão

E que, no mesmo sentido, o delegado Mauro Fernando Knewitz disse que Giomari dos Santos Júnior, Antônio Mendes Dias e Callebe Pereira Alves compareceram à sede da Polícia Federal para se entregar por acreditarem que existiam ordens de prisão em desfavor deles e então lhes esclareceu que não conduzia aquela investigação. Disse, ainda, que os agentes não fizeram nenhuma ameaça efetiva, embora a situação fosse intimidadora. 

Confira as decisões clicando aqui.



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Abertas até 31 de julho as inscrições para a segunda edição da Mentoria sobre Autocuidado com práticas naturais e meditação

Magistrados(as), servidores(as) e estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins já podem se inscrever para a…

1 dia ago

CNJ promove dia 27/7 evento que marca os 20 anos da primeira condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Os 20 anos da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos…

1 dia ago

Fé, história e turismo: Porto Nacional apresenta legado do Padre Luso na ExpoCatólica | ASN Tocantins

A história de fé que marca Porto Nacional ganha destaque nesta semana, em São Paulo,…

1 dia ago

“São as mulheres que sempre estão na luta”, diz líder quilombola no Dia da Mulher Negra

Neste 25 de julho, data em que são celebrados o Dia Internacional da Mulher Negra…

1 dia ago

Nota de Pesar pelo falecimento da oficiala titular do Cartório de Registro de Imóveis de Porto Nacional, Bertilha Alves Leite

O Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, manifesta profundo pesar…

1 dia ago

Comissão aprova projeto que permite a municípios inadimplentes manterem convênios com a União

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Ricardo Ayres, relator da proposta A Comissão de Constituição e Justiça…

2 dias ago