Programa nacional aposta na gastronomia do Tocantins para fortalecer economia local | ASN Tocantins


A relação entre alimento, território e economia ganha novo contorno no Tocantins com a chegada do programa Chef’s de Origem, que será apresentado no dia 24, às 15h, no auditório do Sebrae. A iniciativa gratuita parte de um diagnóstico recorrente no país que são regiões com forte identidade produtiva e diversidade cultural, o nesse caso gastronômica, mas que ainda operam de forma fragmentada e não recebem a devida valorização.

No Tocantins, esse cenário se expressa na coexistência entre uma base produtiva rica, marcada por ingredientes do Cerrado e saberes tradicionais, e dificuldades de acesso a mercado, padronização e articulação com o setor gastronômico. O resultado é um potencial que, muitas vezes, não se converte em valor econômico.

Nesse contexto, o programa propõe organizar a relação entre produtores, chefs e estabelecimentos a partir de uma lógica de cadeia, na qual o ingrediente deixa de ser apenas matéria-prima e passa a integrar uma construção gastronômica com identidade e estratégia de mercado. A atuação envolve desde a valorização dos modos de fazer até a adequação dos produtos às exigências do setor, como regularidade de fornecimento, qualidade e narrativa.

Com projeto piloto em seis biomas brasileiros, a iniciativa busca adaptar sua metodologia às especificidades de cada território. No caso do Tocantins, isso significa trabalhar com insumos locais não apenas como elemento cultural, mas como ativo econômico capaz de diferenciar produtos, fortalecer marcas e ampliar a competitividade de pequenos negócios. Durante o encontro, serão apresentados o funcionamento do programa, sua metodologia e as etapas previstas para implementação no estado.

Para a analista do Sebra Tocantins Ana Flávia Borges, a proposta também atua sobre um ponto sensível que é a distância entre quem produz e quem consome no setor gastronômico. Ela destaca que ao aproximar esses elos, o programa cria condições para relações comerciais mais diretas e qualificadas, reduz intermediários e amplia a circulação de valor dentro do próprio território.

A analista acrescenta que o momento marca o início de uma agenda que coloca a gastronomia no centro das estratégias de desenvolvimento. “O evento cumpre o papel de mobilizar atores locais e iniciar um processo de articulação que depende, essencialmente, da adesão e do engajamento dos envolvidos. Ao estruturar a cadeia produtiva e conectar oferta e demanda com base na identidade regional, o Chef’s de Origem aponta para um caminho em que cultura e economia deixam de operar separadamente e passam a atuar de forma integrada.”, pontua.



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