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Boas Práticas inspiram Encontro de Justiça Restaurativa na Educação


O destaque desta manhã de quinta-feira (24/8), do segundo dia do I Encontro de Justiça Restaurativa na Educação, foi para os “Pitches de Boas Práticas” – apresentações curtas e diretas sobre uma atividade específica –; no caso da Justiça Restaurativa, os exemplos de sucesso de implementação de atividades já desenvolvidas na educação. Abrindo a programação, os pitches serviram como inspiração para os(as) participantes presentes no auditório do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO).

Pitches

A juíza Bianca Prediger iniciou a série de pitches ao falar sobre as “Missões de Paz: Justiça Restaurativa na comarca de Santo Ângelo”, no estado do Rio Grande do Sul. Em sua fala, destacou: “acreditamos que a Justiça Restaurativa é a justiça da humanidade, que está se formando na construção de valores de paz e de fraternidade. E as práticas falam por si sós, elas demonstram a sua validade”, disse.

A juíza Luciana Costa Aglantzakis apresentou sua experiência na comarca de Pedro Afonso e Itacajá, onde abordou o tema “Educação Financeira e a Justiça Restaurativa aos Indígenas da Comunidade Krahô”. Luciana ressaltou a importância da conscientização sobre os direitos dos povos indígenas e o acesso deles à justiça.

Por sua vez, a juíza Maria Lúcia Prati usou seus minutos para expor o “Programa de Práticas Restaurativas na Escola: Eu e você na Construção da Paz no TJMT”. Segundo Maria Lúcia, “A Justiça Restaurativa e o sistema de proteção se convergem muito bem, e os resultados são muito significativos, vale a pena todo o nosso envolvimento”, comentou.

O juiz Pedro Begatti, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, abordou sobre o “Programa Escola que Restaura”. Ele enfatizou que o foco do programa é uma realização de círculos de paz para alunos(as) do 6º ao 9º ano das escolas públicas e particulares da comarca.

O juiz Marcus Vinícius Mendes focou nos impactos das “Rodas de Conversa e Resolução de Conflitos” na implementação da Justiça Restaurativa nas escolas. Ele reforçou as mudanças positivas ocorridas após a realização dessas atividades.

Outra apresentação marcante veio da juíza Vanessa Cavaliere, do Rio de Janeiro, que apresentou o Protocolo “Eu te Vejo”, destinado à prevenção da violência escolar. Ela explicou que o protocolo visa evitar que os(as) estudantes se sintam invisíveis até o ponto em que recorram à violência. “A nossa proposta é a de que eles(as) possam ser vistos por todos(as)  antes do momento em que se voltem para praticar violência e então sejam reconhecidos(as)  como seres humanos que importam e então encontrem pertencimento”, disse Vanessa.

Por fim, a psicóloga Valquíria Redua da Silva também trouxe contribuições aos pitches ao apresentar as ações de “Justiça Restaurativa realizadas nas Escolas Estaduais pela Secretaria de Estado de Educação do Mato Grosso do Sul.

Programação

O Encontro ainda contou com uma apresentação da Orquestra Sinfônica “Amor Perfeito”. A orquestra, formada por estudantes e membros da comunidade local, busca resgatar valores culturais por meio da música, despertando nos(as) alunos(as) o amor pela arte.



FONTE

Tribuna do Tocantins

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