Categories: Estado

Com contribuição do TJTO, CNJ lança manual com procedimentos para entrega voluntária de crianças por gestantes


Resultado de trabalho desenvolvido pelo Fórum Nacional da Infância e da Juventude, com a colaboração dos tribunais de Justiça do Tocantins, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Amazonas, Rio Grande do Sul e São Paulo, o Manual sobre Entrega Voluntária foi lançado nesta sexta-feira (19/5), pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A publicação, lançada durante o I Congresso do Fórum Nacional da Infância e Juventude do Conselho Nacional de Justiça (Foninj), realizado em São Paulo (SP), traz informações sobre o atendimento adequado de gestante ou parturiente que manifestar o desejo de entregar o filho ou a filha para adoção.

Durante o lançamento do manual, o conselheiro do CNJ Richard Pae Kim reconheceu a colaboração de todos os envolvidos, entre os quais o Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares (GGEM) do TJTO, que contribuiu com a parte referente à atuação do fluxo de atendimento pela equipe multidisciplinar, e o juiz coordenador da Infância e Juventude do Tocantins, Adriano Gomes de Melo Oliveira.

 

Rotinas adequadas

Presente ao evento, o magistrado tocantinense, representando os demais tribunais que colaboraram na construção do manual, falou sobre a publicação. “O estado e a sociedade careciam de rotinas adequadas ao atendimento da pessoa gestante fragilizada emocionalmente ao ponto de pretender abdicar da maternidade”, destacou.

“O manual detalha minuciosamente a articulação da magistratura junto à rede de proteção”, disse, detalhando que a publicação contém orientações, modelos e fluxos inseridos para os operadores do direito, serviços de saúde e psicossocial compreenderem o passo a passo necessário para ofertar às pessoas gestantes a possibilidade de serem atendidas por serviços especializados.

Também traz orientações para que a decisão de entregar voluntariamente ou não à criança para adoção seja consciente, “garantindo o apoio jurídico, psicossocial e observado o sigilo, quando for o desejo da gestante, e sem nenhum preconceito”, ressaltou o magistrado.

Em consonância com a Resolução 485, o Manual sobre Entrega Voluntária visa “garantir a efetivação do princípio da proteção integral da infância e juventude, a concretização do pacto nacional pela primeira infância e o respeito às peculiaridades econômicas, sociais e emocionais próprias do período gestacional”, pontuou o juiz.

 

Confira o Manual sobre Entrega Voluntária aqui



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Abertas até 31 de julho as inscrições para a segunda edição da Mentoria sobre Autocuidado com práticas naturais e meditação

Magistrados(as), servidores(as) e estagiários(as) do Poder Judiciário do Tocantins já podem se inscrever para a…

5 horas ago

CNJ promove dia 27/7 evento que marca os 20 anos da primeira condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Os 20 anos da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos…

6 horas ago

Fé, história e turismo: Porto Nacional apresenta legado do Padre Luso na ExpoCatólica | ASN Tocantins

A história de fé que marca Porto Nacional ganha destaque nesta semana, em São Paulo,…

6 horas ago

“São as mulheres que sempre estão na luta”, diz líder quilombola no Dia da Mulher Negra

Neste 25 de julho, data em que são celebrados o Dia Internacional da Mulher Negra…

7 horas ago

Nota de Pesar pelo falecimento da oficiala titular do Cartório de Registro de Imóveis de Porto Nacional, Bertilha Alves Leite

O Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, manifesta profundo pesar…

10 horas ago

Comissão aprova projeto que permite a municípios inadimplentes manterem convênios com a União

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Ricardo Ayres, relator da proposta A Comissão de Constituição e Justiça…

14 horas ago