Natural de Porto Nacional, o empreendedor Parsival Ferreira Araujo começou a carreira longe do universo das startups, dos investimentos milionários e das discussões sobre inteligência artificial. O primeiro contato com os negócios ocorreu ainda na infância, quando ele e a irmã perceberam que o bairro onde moravam não tinha pequenos comércios próximos para atender os moradores da região. Então, a solução surgiu de forma simples: vender balinhas em frente de casa.
Com incentivo da mãe, os dois montaram uma pequena banca improvisada e passaram a atender principalmente as crianças da vizinhança. O que inicialmente parecia apenas uma brincadeira despertou, ainda cedo, a percepção sobre oportunidade, iniciativa e comportamento de consumo. “Nos Estados Unidos, as crianças fazem barraca de limonada. A gente abriu uma barraquinha de balinhas porque sabia que criança é formiga”, relembra.
Entretanto, a experiência da infância não ficou isolada e serviu de base para que, poucos anos depois, outra curiosidade ocupasse espaço na rotina dele: a tecnologia.
Aos 10 anos, participou do programa Aluno Monitor, da Microsoft, iniciativa que aproximava estudantes do universo da informática. Foi nesse período que começou a aprender sobre manutenção de computadores, redes e serviços técnicos. O interesse pela área cresceu rapidamente, e o que começou como curiosidade virou aprendizado constante e, pouco tempo depois, também passou a gerar renda por meio de pequenos trabalhos ligados à tecnologia. “Ali eu comecei a entender mais sobre computador, rede e outras coisas da área tecnológica. Foi quando comecei a gostar mesmo disso. E aí fazia pequenos reparos e recebia por isso”, afirma.
A relação entre tecnologia e empreendedorismo continuou durante a adolescência. Aos 16 anos, enquanto cursava o ensino médio integrado em Administração no IFTO de Porto Nacional, decidiu investir em um novo projeto: uma estrutura de mídia outdoor que projetava anúncios em áudio e vídeo na orla da cidade. Na época, o modelo chamava atenção pelo diferencial tecnológico e pela proposta pouco comum para a cidade. Apesar da repercussão inicial, o negócio acabou sendo encerrado para que ele priorizasse os estudos.
Pouco tempo depois, veio a aprovação em Engenharia da Computação, em Santa Catarina. A mudança de estado marcou uma nova fase da trajetória profissional. Durante a graduação, ele passou a ter contato mais próximo com startups, inovação e programas de incentivo ao empreendedorismo. Foi nesse período que o Sebrae entrou de forma mais direta em sua caminhada.
Uma das experiências que mais marcaram o início dessa fase ocorreu a partir do contato com iniciativas ligadas ao Vale do Silício. Mesmo sem aprovação em uma seleção naquele momento, a experiência serviu como incentivo para continuar estruturando ideias e projetos. “Tinha um programa da instituição de levar o melhor projeto para o Vale do Silício. Isso voltou a me incentivar a querer montar alguma coisa. Então, inscrevi as ideias lá. Infelizmente, a gente não passou, mas o Sebrae teve uma entrada fundamental ali, quando percebi que o projeto era muito bom e que tinha potencial para validação”, destaca.
Assim, em 2017, criou a Ohayo, aplicativo que conectava pessoas interessadas em caminhar juntas e fazer amizades. Pouco tempo depois, percebeu que outra ideia apresentava maior potencial de mercado e decidiu mudar o foco da atuação.
A nova aposta deu origem à Onedoor, startup que começou como uma plataforma de crowdshipping — modelo de entrega colaborativa no qual pessoas comuns ajudam a transportar produtos ou encomendas, geralmente aproveitando trajetos que já fariam no dia a dia — e depois passou a atuar com roteirização logística.
O crescimento da empresa ganhou força após a participação no Startup SC, programa do Sebrae Santa Catarina. A iniciativa garantiu acesso a mentorias, capacitações e conexões estratégicas para o desenvolvimento do negócio. Além da formação empresarial, o Sebrae também abriu espaço para experiências internacionais. Por meio da instituição, o empreendedor participou de missões para Barcelona e Nova York, onde conheceu empresários, ecossistemas de inovação e modelos de negócios.
“Foi muito rico conhecer empreendedores do Tocantins que estavam construindo coisas gigantescas. Isso ampliou minha visão”, relata.
Na sequência, a startup conquistou uma captação de R$ 2,6 milhões. Com o investimento, a empresa expandiu as operações, alcançou faturamento milionário e, posteriormente, foi adquirida por uma multinacional. Após a venda da startup, ele voltou a atenção para um mercado que ainda começava a ganhar espaço no Brasil: o da inteligência artificial.
Segundo o empresário, a decisão surgiu a partir da percepção de que pequenos negócios ainda tinham pouco acesso à tecnologia, cenário diferente do que já ocorria nas grandes corporações. A partir dessa observação nasceu a BayAI, empresa que utiliza inteligência artificial para automatizar processos e auxiliar negócios em áreas como atendimento, produtividade e operação.
Hoje, a empresa atende clientes de diferentes segmentos e portes. Recentemente, o empreendedor esteve no Texas, nos Estados Unidos, onde participou de reuniões com executivos ligados à Meta e lideranças do setor tecnológico. Para ele, a experiência reforçou o potencial brasileiro no desenvolvimento de soluções em inteligência artificial. “Conseguimos perceber que estamos muito avançados nessa área, principalmente em tecnologia de IA”, pontua.
A trajetória também ganhou repercussão nacional após entrevistas e reportagens em veículos especializados, como a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios e o Valor Econômico, principalmente por causa da campanha “Não contrate humanos”, criada para chamar atenção para o uso estratégico da inteligência artificial dentro das empresas.
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