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Governo investiga mais de mil casos de possíveis ataques a escolas e prende 225 pessoas


Flávio Dino, ministro da Justiça, afirmou que existe uma rede criminosa que incentiva a violência no ambiente escolar; mais de 700 perfis foram derrubados nas redes sociais por estimular atentados

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Para Flávio Dino, atos de violência com foco nas escolas se tratam de uma epidemia nacional

Durante reunião sobre medidas de segurança para escolas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, apresentou uma balanço das ações do governo para evitar que novos ataques ocorram em ambientes escolares. Desde a instauração do grupo de trabalho voltada para o tema, 1.224 casos foram investigados e 225 pessoas foram presas ou apreendidas. Em média, foram mais de 20 prisões ou apreensões por dia. Além disso, 694 pessoas foram intimadas a prestar depoimentos e 1.595 boletins de ocorrência foram preenchidos. Também foram realizadas 155 buscas e apreensões e 756 perfis foram removidos ou suspensos de redes sociais. Dino declarou nesta terça-feira, 18, que existem redes criminosas incentivando a violência escolar no Brasil e que os casos recentes representam um epidemia nacional. “Quando nós olhamos uma situação em que há 225 prisões ou apreensões, isso permite de modo muito eloquente e cabal dimensionarmos que não são casos isolados, na verdade, é uma rede criminosa”, afirmou o ministro.

Após o Brasil enfrentar dois ataques a escolas recentemente, o governo federal decidiu criar um grupo de trabalho para desenvolver uma política nacional de enfrentamento à violência no ambiente escolar. Participam os ministérios da Educação, Justiça, Direitos Humanos e Secretaria-Geral da Presidência, por meio da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), com coordenação do ministro da Educação, Camilo Santana. Segundo o Ministro da Justiça, Flávio Dino, a União vai destinar cerca de R$ 150 milhões para que os municípios desenvolvam ações de apoio na segurança escolar. Além disso, o monitoramento de redes sociais será ampliado para uma equipe de 50 policiais para evitar possíveis novos ataques. Ainda segundo o ministro da Justiça, a possibilidade de implantação de agentes de seguranças armados nas escolas será discutida pelos ministérios.

 





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Tribuna do Tocantins

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