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Mandante da chacina de Unaí se entrega 19 anos após o crime


Antério Mânica, ex-prefeito da cidade mineira, foi condenado por mandar matar quatro funcionários do Ministério do Trabalho que apuravam denúncias de trabalho análogo à escravidão

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO – 06/08/2004.
Norberto Mânica chega à Delegacia de Unaí para prestar depoimento sobre a morte de três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho

Considerado um dos principais mandantes da chacina de Unaí (MG), o ex-prefeito da cidade Antério Mânica se entregou neste sábado, 16, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para cumprir os mais de 50 anos de prisão a que foi condenado pelo crime que fez quatro vítimas em 2004. Mânica passará o final de semana preso na capital federal, onde também está detido o empresário José Alberto de Castro por envolvimento no caso. Castro foi preso nesta quinta-feira, 14, na região do Triângulo Mineiro. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o ex-prefeito será transferido para Belo Horizonte na próxima segunda-feira, 18. Ainda não há informações sobre a transferência de Castro.

“Este momento representa um alívio para as vítimas, suas famílias, colegas e toda a comunidade trabalhadora, que há tanto tempo esperavam por justiça”, diz a nota assinada pelo superintende Regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Calazans, e pela delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Ivone Baumecker. O caso envolve as autoridades trabalhistas porque as vítimas foram os auditores do trabalho do Nelson José da Silva, João Batista Lages e Erastótenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Os quatro foram alvo de embosca e assassinados a tiros enquanto apuravam denúncias de trabalho análogo à escravidão. Mânica, que era prefeito de Unaí na época, teria participado da contratação de assassinos de aluguel com o apoio dos outros condenados. Todos os envolvidos na chacina foram levados a júri popular, onde foram condenados a penas que variam entre 31 e 65 anos de prisão, mas o STJ havia autorizado que eles aguardassem os recursos judiciais em liberdade.

*Com informações do Estadão Conteúdo









FONTE

Tribuna do Tocantins

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