Categories: Estado

Portal do Ministério Público do Estado do Tocantins


O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um procedimento administrativo com o objetivo de viabilizar a criação do Conselho Municipal de Promoção à Igualdade Racial (Compir) de Araguaína. Na última terça-feira, 3, integrantes da Comissão Provisória de Estruturação do órgão participaram de uma reunião com a promotora Kamilla Naiser Lima Filipowitz na 6ª Promotoria de Justiça da cidade.

A mobilização da comissão foi motivada por um termo de ajustamento de conduta firmado em setembro, entre o MPTO e o presidente da Câmara Municipal de Araguaína, vereador Marcos Duarte, que prevê a criação de política municipal voltada à promoção da igualdade racial. Esse desdobramento ocorreu após um episódio de discurso proferido pelo vereador, em junho de 2022, quando ele se referiu a outro parlamentar, Alcivan José, com falas consideradas discriminatórias: “esse negão aí é um negro de alma branca, é um negro bom”. Relembre em https://encurtador.com.br/5fdEB.

Andamento do Procedimento Administrativo

A promotora Kamilla Filipowitz estipulou um prazo de 10 dias para que a Secretaria Municipal de Assistência Social apresente ao MPTO informações sobre o progresso das iniciativas para institucionalizar políticas públicas de promoção à igualdade racial em Araguaína. No mesmo prazo, a Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça deverá fornecer um levantamento atualizado sobre os municípios tocantinenses que aderiram ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).

O MPTO também solicitou apoio do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, da Cidadania, dos Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid), com o objetivo de acompanhar, levantar dados e formular diretrizes que contribuam para o diálogo interinstitucional e a tramitação de projetos de lei para a criação do Compir.

Comissão Provisória

Representantes de movimentos e organizações sociais participaram da reunião: o membro da Coordenação Estadual do Movimento Negro Unificado (MNU), Maycon Alves; a professora, militante da Associação Negra Cor de Araguaína (Anca) e conselheira do Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial (Cepir), Telma de Souza; a integrante do Coletivo Julho das Pretas, Maria de Jesus Oliveira; o professor Manuel Barbosa da Silva; e o educador popular da Comissão Pastoral da Terra e membro da Coordenação do Centro de Direitos Humanos de Araguaína, Dhiogo Lobato.

Texto: Redação – Ascom/MPTO





FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Comarca de Ponte Alta do Tocantins recebe o 26º Banco Vermelho, instrumento de prevenção e combate ao feminicídio

“Os homens não devem tolerar nem cometer violência doméstica.” A reflexão foi destacada pela coordenadora…

15 horas ago

“Foi rápido, nota mil”, avalia moradora de Ponte Alta do Tocantins atendida no JUS em Ação do TJTO

A parceria institucional entre o Tribunal de Justiça do Tocantins(TJTO) e a Secretaria de Segurança…

16 horas ago

Membros do Judiciário são condecorados pela Polícia Militar durante passagem de comando da corporação

Membros da magistratura estadual e servidores do Poder Judiciário estão entre os(as) homenageados(as) com a…

2 dias ago

Empreendedores apostam na Páscoa para aumentar renda | ASN Tocantins

A Páscoa, para além de seu significado simbólico e religioso, revela, ano após ano, camadas…

2 dias ago

Nova lei expande oferta de creches e pré-escolas em zonas rurais — Senado Notícias

Os municípios serão obrigados a ofertar vagas em educação infantil em zonas urbanas e rurais…

2 dias ago

PESQUISA QUE COLOCAVA VICENTINHO NA FRENTE É SUSPENSA PELA JUSTIÇA POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA E IRREGULARIDADES

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) determinou, na manhã desta quarta-feira (01/04), a suspensão…

2 dias ago