Categories: Política

Projeto de lei criminaliza a misoginia – Notícias


07/03/2023 – 14:11  

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Dandara cita o movimento Red Pill, uma vertente dos ‘masculinistas’, que se opõem às feministas e incentivam a misoginia

O Projeto de Lei 872/23 criminaliza a misoginia, definida como a manifestação que inferiorize, degrade ou desumanize a mulher, baseada em preconceito contra pessoas do sexo feminino ou argumentos de supremacia masculina.

Apresentado pela deputada Dandara (PT-MG), o texto em análise na Câmara dos Deputados insere a tipificação na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Pela proposta, praticar, induzir ou incitar a misoginia terá pena prevista de reclusão de um a três anos e multa. Se o crime for cometido por intermédio dos meios de comunicação social, de publicação em redes sociais, da internet ou de publicação de qualquer natureza, ou praticado com intuito de lucro ou de proveito econômico, a pena será de reclusão de dois a cinco anos e multa.

A pena será triplicada se o agente integrar ou associar-se a grupo voltado à disseminação e propagação de misoginia.

A deputada Dandara explica que o projeto teve origem em ideia legislativa de autoria da pesquisadora Valeska Maria Zanello de Loyola, apresentada ao Senado Federal.

Segundo ela, atualmente a misoginia ganha nova roupagem na internet. “Conhecidos como Red Pill, uma vertente dos ‘masculinistas’, que se opõem às feministas, incentivam a misoginia por meio de um discurso que inverte a realidade e os coloca como vítimas de um sistema que estaria privilegiando as mulheres”, aponta a parlamentar.

“Mesmo sendo notório que o machismo estrutural é histórico e global e que impõe desigualdade às mulheres há séculos, o movimento alega ser prejudicado pelo ‘tratamento privilegiado para a população feminina’ no mundo atual e, não raro, invocam desprezo, uma postura adversarial ou distanciamento de mulheres”, afirma.

A parlamentar acrescenta ainda que, por meio de coaches e influencers nas redes sociais, existe uma indústria que fatura com livros, cursos, palestras e monetização de conteúdo que prega o ódio contra as mulheres.

Tramitação
A proposta ainda será encaminhada para as comissões permanentes da Casa.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Geórgia Moraes



FONTE

Tribuna do Tocantins

Recent Posts

Socioeducação no Tocantins ganha destaque nacional na abertura do Caminhos Literários 2026

Adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas no Tocantins participaram, nesta quinta-feira (2/7), da…

11 horas ago

Mais de 700 magistrados(as) e servidores(as) do TJTO participam de reunião virtual para discutir as Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2027

Com participação de mais 700 pessoas, entre servidores(as) e magistrados(as), a presidente do Tribunal de…

12 horas ago

TJTO sediará IV Encontro Interinstitucional do eproc com representantes de todo o Brasil; abertura será nesta segunda-feira (6/7)

O Tribunal de Justiça do Tocantins sediará o IV Encontro Interinstitucional do eproc entre os…

15 horas ago

Programa Judiciário na Medida oferece vagas para servidores, magistrados e estagiários

Pequenas mudanças de rotina podem transformar a saúde e a qualidade de vida. Com essa…

17 horas ago

Festa da Rapadura começa nesta sexta-feira, 03, com concurso que valoriza tradição quilombola | ASN Tocantins

A comunidade Quilombo do Prata, em São Félix do Tocantins, abre nesta sexta-feira, 03, a…

19 horas ago

Senadora Dorinha defende curso de Medicina em mobilização que reúne centenas de pessoas em Colinas • Senadora Professora Dorinha

Movimento iniciado há quatro anos mobiliza estudantes, profissionais da saúde e lideranças em defesa da…

19 horas ago