Em uma iniciativa voltada à sustentabilidade, compensação ambiental e engajamento de servidores(as), o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) realizou, nesta quinta-feira (29/1), uma oficina de confecção de bombinhas de sementes, técnica ancestral japonesa de reflorestamento. A ação, promovida pela Diretoria de Gestão de Pessoas (Digep/TJTO), faz parte das atividades do projeto Plantar para ComPENSAR, vinculadas ao Prêmio Selo Verde.
A iniciativa, que reuniu servidores(as) da Digep e da Coordenadoria de Gestão Socioambiental e de Responsabilidade Social (Cogersa), ocorreu no estacionamento do tribunal. A oficina foi ministrada pela servidora Cleide Leite, que compartilhou conhecimentos adquiridos ao longo de mais de uma década de contato com a técnica.
“As bombinhas de sementes são uma opção alternativa para não precisar carregar mudas. É uma técnica simples de semeadura, que une praticidade e eficiência ambiental para a recuperação de áreas degradadas”, destacou a servidora.
A coordenadora da Cogersa, Luciene Dantas, destacou a relevância da iniciativa para a conscientização ambiental.
“Quem gosta de trilha ou ciclismo pode fazer sua bombinha em casa e, ao perceber uma área degradada, lançá-la no solo. Se ao menos uma árvore vingar, já valeu a pena”, enfatizou.
Luciene também ressaltou a importância de uma postura responsável durante o contato com a natureza.
“As pessoas precisam ter consciência de observar se a natureza precisa de ajuda de alguma forma e do que cada um pode fazer para contribuir, além de não deixar lixo ou resíduos no local”, completou.
Para a servidora Alessandra Santana, da Digep, a sustentabilidade se constrói a partir de pequenas ações coletivas.
“Trabalhar a sustentabilidade é um trabalho de formiguinha. Por meio de pequenas ações conjuntas, a gente consegue melhorar o nosso planeta”, afirmou.
Bombinhas de sementes
Para a produção de bombinhas de sementes são utilizados materiais simples, como argila, substrato orgânico e sementes. Nesta oficina, foram usadas sementes de cajuí e tamarindo. Antes de colocar a mão na massa, Cleide explicou a importância de um dos processos fundamentais da técnica: a quebra da dormência das sementes, etapa essencial para estimular a germinação e evitar perdas.
Segundo a instrutora, as sementes passam por uma limpeza cuidadosa, sendo mergulhadas inicialmente em água morna e, em seguida, em água fria com detergente, para a retirada de resíduos orgânicos que possam causar fungos. Após esse processo, elas são colocadas para secar ao sol e, posteriormente, encapsuladas.
O procedimento consiste em moldar uma pequena bolinha de argila, fazer uma cavidade, adicionar um pouco de substrato, conhecido popularmente como esterco, inserir a semente e, por fim, envolver tudo novamente com argila, deixando secar.
“Essas bombinhas podem ser guardadas de um ano para o outro. Elas germinam quando entram em contato com a água e com a terra. É importante que sejam lançadas em áreas degradadas, principalmente no período chuvoso, quando encontram condições ideais para o desenvolvimento das plantas”, explicou Cleide.
A técnica facilita o transporte e a dispersão das sementes em trilhas, áreas naturais e locais que necessitam de recuperação ambiental.