TJTO tem maioria feminina entre servidores e chefias e amplia presença de mulheres no Tribunal Pleno
A Justiça é simbolizada universalmente por uma figura feminina, a Deusa Têmis, representação da lei, da ordem e da imparcialidade. Esse símbolo histórico remete ao ideal de equilíbrio e equidade que atravessa os séculos.
No Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), esse simbolismo ganha contornos concretos na composição da instituição. As mulheres são maioria no quadro de servidores(as), representando 58% da força de trabalho. Elas também se destacam nos cargos de chefia, ocupando cerca de 60% das vagas.
Atualmente, o Judiciário do Tocantins é liderado por mulheres, tendo a desembargadora Maysa Vendramini Rosal na presidência e a desembargadora Jacqueline Adorno na vice-presidência.
“Acredito muito na força feminina, no comprometimento e no olhar diferenciado que geram decisões humanas, equilibradas e conectadas com a realidade de nossa sociedade”, ressalta a presidente do TJTO.

Integram o Tribunal Pleno do TJTO as desembargadoras Maysa Vendramini Rosal, Jacqueline Adorno, Ângela Prudente, Etelvina Sampaio Felipe, Angela Haonat, Silvana Parfieniuk, Edilene Alfaix Natário e Hélvia Túlia Sandes Pereira.
Avanço
O cenário atual do Tribunal Pleno contrasta com a formação inicial do TJTO em 1989, quando apenas desembargadores integravam a Corte. Atualmente, a Corte do Judiciário do Tocantins é composta por oito mulheres e onze homens. Recentemente, três novas desembargadoras tomaram posse, ampliando ainda mais a representatividade feminina na segunda instância.
Entre as novas magistradas está a desembargadora Hélvia Túlia Sandes Pedreira, empossada em dezembro de 2025 pelo critério de merecimento, em vaga exclusiva para mulheres.
“Durante muitos anos atuei em varas de Família e pude perceber que são um verdadeiro retrato da nossa sociedade. A maioria das famílias é chefiada por mulheres, e são essas mães que buscam o Judiciário para garantir alimentos, regulamentar a convivência e proteger seus filhos.”
No âmbito administrativo, atualmente a maioria dos cargos de chefia do TJTO é ocupada por mulheres. À frente da Diretoria de Gestão de Pessoas está a servidora Paula Maia, analista judiciária há quase 15 anos. Ela lidera uma equipe que atua nas áreas de cuidado, saúde e gestão institucional.
Para a diretora, ocupar um cargo de liderança implica desafios constantes, que vão além das responsabilidades próprias da função.

“Uma liderança feminina tem uma capacidade grande de escuta, de mediação conflitos, além de ser mais sensível e observadora.”
Nacional
No âmbito nacional, desde 2018 o Poder Judiciário atua em prol da equidade de gênero. Por meio da Resolução nº 255/2018, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário Brasileiro.
De acordo com o normativo, todos os ramos e unidades do Poder Judiciário devem adotar medidas tendentes a assegurar a igualdade de gênero no ambiente institucional, propondo diretrizes e mecanismos que orientem os órgãos judiciais a atuar para incentivar a participação de mulheres nos cargos de chefia e assessoramento, em bancas de concurso e como expositoras em eventos institucionais.




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