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Compreendendo o autismo da teoria à vida real sob o olhar de uma mãe

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Publicado: 2 de abril de 2024 – Última Alteração: 2 de abril de 2024

No Dia Mundial do Autismo, servidora do TCE/TO relata desafios e alegrias de criar filhos com espectro autista

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado hoje, 2 de abril, é fundamental não apenas destacar a importância da sensibilização sobre o espectro autista, mas também conectar-se à realidade vivida por milhões de famílias em todo o mundo. Neste contexto, o psicólogo do Tribunal de Contas do Tocantins (TCE/TO), Pedro Augusto Lima Monteiro conversou com a também servidora da Corte Renata Alves Pereira Arruda, que é esposa de um autista (Fabiano 40 anos) e mãe de dois filhos com autismo, Danilo de 7 anos e Olívia de 6 anos.

O foco dessa matéria não é de explorar apenas informações gerais sobre autismo, mas especialmente, para dar voz a uma mãe cujo os filhos estão no espectro, oferecendo uma visão pessoal sobre os desafios, as alegrias e a importância de entender e apoiar aqueles que vivem com o autismo.

“A detecção precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o apoio aos pais são fundamentais para o sucesso nos cuidados com essa população. Avanços na área científica têm aprimorado os métodos de diagnóstico, destacando a eficácia da Análise do Comportamento Aplicada (ABA)”, ressalta o psicólogo.

Pedro Augusto reafirma a importância do envolvimento ativo dos pais na aplicação de técnicas comportamentais em casa, algo essencial para o desenvolvimento das crianças autistas, promovendo habilidades adaptativas e reduzindo comportamentos prejudiciais. “No entanto, desafios como a escassez de recursos para facilitar o diagnóstico e o tratamento demandam investimentos e colaboração contínuos entre profissionais, comunidade e sociedade”.

Entendendo o Autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que afeta o comportamento social, a comunicação e a linguagem em diferentes graus de intensidade. Geralmente, os sintomas começam a se manifestar nos primeiros cinco anos de vida e persistem ao longo da adolescência e idade adulta. Enquanto algumas pessoas com TEA podem viver de forma independente, casos mais severos frequentemente requerem apoio e assistência contínua ao longo da vida.

Para informações mais detalhadas e específicas do Transtorno, recomendamos acessar os sites das associações voltadas para esse objetivo, como a Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção (ABRACIDF) e a Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas (Abraça).

Uma Jornada Pessoal – O Depoimento de uma Mãe

Renata ao lado do marido Fabiano e dos filhos Danilo e Olívia

Agora, vamos mergulhar na vida real de uma mãe que tem familiares no espectro autista. A servidora Renata, lotada na Coordenadoria da Saúde do TCE/TO, têm dois filhos diagnosticados com autismo e compartilhou sua jornada de desafios e recompensas no dia a dia, testemunhando uma perspectiva única e emocionante sobre o que significa amar, apoiar e criar filhos no espectro.

Como você se sentiu quando seus filhos foram diagnosticados com autismo?

Me senti perdida, não sabia muito sobre autismo, mesmo sendo profissional de saúde, a ideia do autismo que conhecia era dos casos mais severos, não sabia que haviam níveis de suporte diferentes e nem qual especialidade poderia ajudar meus filhos após o diagnóstico. A sensação era de entrar num mundo desconhecido. Precisei judicializar uma ação contra o plano de saúde para que o atendimento necessário fosse realizado e isso acaba desgastando os pais que já estão tentando lidar com uma nova perspectiva da vida.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou até aqui para criar seus filhos no espectro autista?

Os maiores desafios foram compreender que o autismo é parte de quem eles são, não há o que ser curado ou removido e por ser parte de quem são, não haveria Danilo e Olívia sem autismo. Foi também necessário fazer alguns familiares entenderem que o autismo não era causado por excesso de telas, vacinas ou a alimentação, o autismo estava lá desde o nascimento, só não sabíamos.

Quais estratégias você encontrou mais eficazes para lidar com momentos de dificuldade ou comportamento desafiador?

Encontrei boas estratégias me cercando de bons profissionais que puderam me orientar e, principalmente, buscando informações para compreender a causa de cada uma das crises e comportamentos. Outro passo foi estudar maneiras de evitar que elas (crises) acontecessem para que meus filhos pudessem aproveitar a infância ou apenas estando lá por eles quando eu não podia controlar a causa das crises.

Como você gostaria que as pessoas ao seu redor oferecessem apoio e compreensão?

É nosso papel enquanto mães, pais, cidadãos e principalmente servidores públicos, reivindicar e trabalhar para que todas as crianças com suspeita de autismo tenham acesso não só a avaliação diagnóstica, mas também ao tratamento, que vai capacitá-las para as demandas da vida, mesmo que talvez não sejam independentes, que tenham uma infância segura e uma vida digna.

Que transformações ou aprendizados você vivenciou como mãe de crianças no espectro autista que não teria experimentado caso não fossem diagnosticadas com autismo?

Aprendi a valorizar os pequenos sinais de desenvolvimentos como grandes feitos, as primeiras palavrinhas demoraram a sair, então fico emocionada até hoje quando eles me contam algo que houve na escola ou o que eles estão sentindo, mesmo que pareça algo simples. Tenho certeza que essa emoção os pais de crianças típicas também sentem. Eu só demorei um pouco mais para vivenciá-la.

Conclusão

O psicólogo Pedro Augusto destaca a importância de compreender não apenas o autismo teoricamente, mas também de valorizar as experiências das famílias, promovendo empatia, aceitação e apoio mútuo. “Neste Dia Mundial do Autismo, incentivamos a busca ativa por ajuda tanto por parte dos familiares quanto dos pacientes, reconhecendo que isso pode significar uma diferença crucial na qualidade de vida de todos os envolvidos”, afirmou Pedro.

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