Dino manda investigar atos da Polícia Federal contra deputado estadual que teve de sair do avião

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Ministro da Justiça não descarta que a ação de agentes em voo no Paraná tenha sido motivada por racismo; PF afirma que todos os procedimentos foram realizados segundo orientação da Anac

TOM COSTA/MJSPFlávio Dino em comissão no Senado
Flávio Dino gesticula em comissão no Senado

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou a abertura de processo administrativo para apurar a ação da Polícia Federal contra o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR), nesta quinta-feira, 11. O político, que é negro, foi retirado de um voo para revista por policiais federais que alegaram estar realizando um procedimento eletivo de inspeção de rotina. O parlamentar estava em um voo de Foz do Iguaçu com destino a Londrina, ambas cidades paranaenses, quando recebeu a abordagem. Renato foi instruído a sair do voo para uma “verificação de rotina” em que, segundo os agentes, a escolha foi aleatória. Ele começou a gravar a abordagem e publicou o vídeo nas redes sociais. Durante a gravação, é possível ouvir o deputado perguntando a outros passageiros: “Quem mais passou por isso em algum voo?”.

“A investigação é sobre isso, para saber se de fato essas fiscalizações são aleatórias mesmo, ou não. E, nesse caso particular, sobretudo, se há essa aleatoriedade ou se é racismo”, declarou Flávio Dino. O ministro também disse que não descarta uma abordagem de fundo racista. “Com certeza essa inquirição está sendo feita, para que se tenha um esclarecimento definitivo da Polícia Federal”, afirmou. A PF afirma que foi acionada para auxiliar um agente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na inspeção de um passageiro que teria se recusado a passar pelo procedimento e se dirigido diretamente à aeronave. “Dessa forma, a equipe de inspeção do aeroporto acionou a PF para que a acompanhasse até o avião e procedesse à inspeção devida. Cumpre ressaltar que a condução da inspeção de segurança é feita por Agente de Proteção da Aviação Civil (APAC), contratado pelo operador do aeródromo”, informou a insituição, em nota. De acordo com a Polícia Federal, todos os procedimentos foram realizados segundo à Anac e eventuais abusos ou falhas na condução do procedimento serão apurados.



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