Governança, inovação e automação marcam a programação do último do IV Encontro Interinstitucional do eproc
A programação da manhã desta quarta-feira (8/7), último dia do IV Encontro Interinstitucional do eproc e da celebração dos 15 anos do sistema no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), foi dedicada ao eixo temático Governança e Decisões Estratégicas. O painel reuniu magistrados(as), gestores(as) e especialistas de diferentes tribunais brasileiros para compartilhar experiências, apresentar boas práticas e debater estratégias voltadas ao aperfeiçoamento do sistema processual eletrônico.
Na abertura das atividades, o coordenador nacional do eproc e juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Eduardo Picarelli, destacou o alto nível técnico da programação e a importância do intercâmbio de experiências promovido pelo encontro.
“A qualidade das apresentações tem sido impressionante. O que mais chama a atenção é o domínio técnico dos palestrantes sobre os temas abordados, o que enriquece os debates e proporciona uma troca de conhecimentos extremamente qualificada entre os participantes. Esse compartilhamento de experiências fortalece o aperfeiçoamento contínuo do eproc e contribui para a evolução do sistema em todo o país.”
Em seguida, o diretor de sistemas do TRF4 e gestor técnico nacional do eproc, Marlon Barbosa Silvestre, parabenizou o Tribunal de Justiça do Tocantins pela organização do evento e ressaltou o crescimento da iniciativa ao longo das edições.
“A cada edição, percebemos um crescimento significativo. Isso demonstra o quanto essa iniciativa vem se consolidando e elevando seu padrão de qualidade”, disse.
Capacitação fortalece a comunidade eproc
Abrindo o ciclo de palestras, o juiz auxiliar da Presidência para Assuntos de Tecnologia e Inovação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), André Luís de Aguiar Tesheiner, e o assessor de Inovação e Tecnologia da Presidência do TJRS, Guilherme Augusto de Souza, apresentaram o programa de capacitação do eproc.

Ao abordar a importância da capacitação, André Tesheiner destacou que a evolução do sistema precisa estar acompanhada da preparação dos usuários.
“Porque de nada adianta desenvolvermos novas funcionalidades, deixar um sistema muito excelente, se os servidores, magistrados, lá na ponta, não souberem que essa funcionalidade existe ou não souberem como vão fazer proveito dessa funcionalidade no dia a dia deles.”
Na segunda palestra da manhã, o diretor de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Daniel Moro de Andrade, apresentou o tema “eproc como produto”. Na exposição, defendeu que o desenvolvimento da plataforma deve ser orientado pelas necessidades dos usuários e por uma visão estratégica sobre a evolução do sistema.

“A ideia é que esse grande sistema, cada vez maior, com 21 tribunais colaborando, seja visto como um grande produto e pensado no que ele vai ser amanhã, que problemas vai atender e que problemas deve atender. A gente precisa ter uma diretriz e repensar o que estamos fazendo para evoluir com a ideia do produto, porque a gente quer ainda mais sucesso”, afirmou Daniel.
Para o palestrante, pensar o eproc como um produto permite direcionar os esforços para o desenvolvimento de soluções mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às necessidades dos tribunais e dos usuários.
Acompanhamento direcionado para consolidar a implantação
O secretário de Governança de Sistemas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Fabiano Sousa Martins, e o coordenador do sistema eproc no TJSP, Bruno dos Santos Ferrão Amaro Lobosque Erwenne, compartilharam a experiência do tribunal na palestra “Apoio Direcionado eproc – Potencializando o Uso de ATPS como Modelo de Acompanhamento Estruturado e Personalizado”.

Os expositores do TJSP explicaram as estratégias adotadas para consolidar o uso do eproc após sua implantação, com foco no acompanhamento das unidades judiciais por meio de indicadores de desempenho, suporte personalizado às equipes e atuação de servidores multiplicadores.
Segundo os palestrantes, o modelo permite identificar oportunidades de melhoria e oferecer apoio direcionado às unidades que apresentam maiores dificuldades, contribuindo para ampliar o uso qualificado do sistema.
Encerrando a programação, o gestor judiciário do Grupo Executivo de Implantação do eproc do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Marcos Henrique de Oliveira, e o coordenador de Serviços do GEX-eproc, Bruno Lemos, apresentaram a palestra “Fluxos Genéricos como Forma de Introdução à Cultura de Automatização”.
O coordenador Bruno Lemos explicou que a proposta dos fluxos genéricos vai além da disponibilização de automatizações prontas, buscando incentivar magistrados e servidores a compreender e desenvolver soluções para a realidade de cada unidade judicial.

“A gente enxergou muito mais do que criar automatizações simplesmente para colocar na unidade. Enxergamos uma forma de disseminar a cultura da automatização.”
Os palestrantes demonstraram exemplos de automatizações aplicadas a atividades repetitivas, como citações, intimações e movimentações processuais, evidenciando como essas ferramentas podem aumentar a eficiência das unidades judiciais.
Ao abordar os resultados da iniciativa, Marcos Henrique ressaltou o objetivo de estimular o protagonismo dos usuários na construção de novas soluções: “A nossa ideia é justamente essa: que o usuário veja os benefícios, aprenda a construir suas próprias soluções e fortaleça a cultura da automação dentro da sua unidade.”



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